📸 Créditos da imagem: © New Scientist - Youtube
O Ártico está mudando mais rapidamente do que grande parte do planeta, mas ainda existem períodos do ano sobre os quais a ciência conhece muito pouco.
As condições extremas dificultam expedições durante o inverno, justamente quando processos importantes acontecem sob o gelo.
Um laboratório criado para ficar preso no gelo
No dia 19 de julho, uma embarcação bastante diferente deixou o porto de Lorient, na França, rumo ao Oceano Ártico.
Sua aparência lembra um enorme iglu metálico, mas sua missão vai muito além do visual curioso.
Ao contrário da maioria dos navios que tentam evitar o gelo marinho, essa estação flutuante foi projetada justamente para ser capturada pela banquisa e viajar lentamente com ela durante muitos meses.
Características da estação flutuante
- A estação mede cerca de 26 metros de comprimento por 16 metros de largura e possui um casco oval fabricado com alumínio de alta resistência.
- Projetada para enfrentar temperaturas de até -52 °C, a base consegue permanecer aproximadamente 500 dias sem reabastecimento.
- Durante o inverno polar, acomodará uma equipe de 12 pessoas, composta por cientistas, tripulantes e um correspondente responsável por registrar a missão.
Uma missão científica que acompanhará o Ártico durante o ano inteiro
O interior da estação reúne cinco laboratórios científicos equipados para investigar praticamente todos os aspectos do ambiente polar.
Ao longo da expedição, serão coletadas mais de 10 mil amostras de água, gelo e ar.
O desafio de viver meses isolado em um dos ambientes mais extremos do planeta
Os integrantes da equipe enfrentarão aproximadamente cinco meses sem nascer do Sol, além de frio intenso, isolamento e a possibilidade de encontros com ursos-polares.
A tripulação também recebeu treinamento para lidar com a presença de ursos-polares e contará com um cão treinado para detectar a aproximação desses animais.
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