📸 Créditos da imagem: Serkant Hekimci/Shutterstock
Resumo da Pesquisa
Quatro décadas após o desastre de Chernobyl, cientistas analisaram seis fragmentos radioativos que permanecem no solo da região. Os resultados mostram que as partículas, conhecidas como “partículas quentes”, mantêm a estrutura cristalina do combustível nuclear quase intacta, indicando maior estabilidade do que se acreditava.
Como as Partículas Foram Formadas
- Explosões lançaram detritos radioativos no ambiente.
- Três classes principais: urânio puro, urânio fundido ao zircônio, e óxidos de urânio formados pelo incêndio de grafite.
- O combustível derreteu e se fundiu à camada de zircônio, enquanto o grafite queimou por dez dias, oxidando o urânio.
Metodologia de Análise
Os fragmentos foram separados do solo, fixados em eletrodos de tungstênio e transportados para Grenoble. Lá, a difração de raios X na Rossendorf Beamline permitiu examinar a estrutura interna de cada partícula em 100 micrômetros de espessura.
Principais Descobertas
- Estrutura cristalina praticamente intacta após 40 anos.
- Maior retenção de produtos de fissão dentro das partículas.
- Redução potencial da liberação de radionuclídeos no solo e na água.
- Estudo limitado a seis amostras; não representa todas as partículas na região.
Implicações e Perspectivas Futuras
Embora a estabilidade sugira menor dispersão de material radioativo, os cientistas alertam que ainda podem existir partículas mais persistentes. A pesquisa continua para mapear fases transurânicas e avaliar riscos de longo prazo.
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