John Ternus defende touchscreen no MacBook Pro, após anos de resistência da Apple

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John Ternus defende touchscreen no MacBook Pro, após anos de resistência da Apple

📸 Créditos da imagem: Divulgação/Apple

Contrariando um histórico relevante de resistência da Apple a um Mac com capacidade touchscreen, o atual CEO 1Chief executive officer, ou diretor executivo. da empresa, John Ternus, concedeu uma entrevista à WIRED em que defendeu a tecnologia de tela sensível ao toque, que está presente no MacBook Pro com Tela PROLED XDR, anunciado hoje durante um evento sediado em Los Angeles (Califórnia).

Segundo Ternus, embora o Mac seja um dispositivo de “entrada indireta” construído em torno do trackpad e do teclado, “há momentos em que é confortável e prático ter a tela sensível ao toque” e, para adicionar essa novidade, a Apple teve que se certificar de que o computador “não perderia sua identidade” para produtos como o iPad e o iPhone.

Precisávamos chegar a um ponto em que adicionar a tela sensível ao toque não tornasse o produto inferior de forma alguma. Não o tornasse mais pesado. Não o tornasse mais grosso.

Isso se concretizou com a tela OLED, a melhor tela que já colocamos em um Mac […].

No passado, alguns executivos da empresa argumentaram que usar o dedo para controlar a interface do macOS era algo “desconfortável” considerando que o teclado já está fixo na parte inferior. Além disso, a interface do sistema foi concebida para priorizar apontadores que requerem uma precisão impossível com o toque do dedo.

O próprio Ternus chegou a afirmar há apenas cinco anos que “o Mac é totalmente otimizado para entrada indireta” e que a empresa não via motivo para mudar esse panorama — mudança que começou a se desenhar nos últimos anos com a maior aproximação entre iPadOS e macOS, que passaram a trocar elementos entre si.

“Dez anos é muito, muito tempo”

Johny Srouji e Greg Joswiak, diretor de hardware e vice-presidente sênior de marketing mundial da Apple, respectivamente, também defenderam a adoção da novidade. O primeiro, por exemplo, destacou que ela foi possível após uma série de mudanças — incluindo mudanças na tecnologia da tela, no Apple Silicon e na arquitetura de software da Maçã.

Joz, por sua vez, afirmou que a Apple deveria ter implementado a tela sensível ao toque há muito tempo, mencionando a impaciência de profissionais como engenheiros, cientistas, desenvolvedores e criadores de conteúdo que, já familiarizados com o iPhone, gostariam de poder manipular a tela com o toque em algumas tarefas mais sofisticadas.

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Por outro lado, ele considera as implementações de concorrentes “precárias e preguiçosas” destacando algumas inovações da Apple para adaptar o computador ao novo método de interação — como um sistema térmico reestruturado para evitar que a tela esquente durante o toque e uma dobradiça redesenhada para tornar o computador mais estável.

Outra preocupação da empresa foi com as marcas de dedo na tela. Segundo os executivos, a tela conta com um revestimento externo antirreflexo que “não exigirá mais limpeza do que uma tela normal” não sensível ao toque — uma novidade bacana que elimina um dos maiores problemas desse tipo de computador.

Notas de rodapé1Chief executive officer, ou diretor executivo.

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