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A Meta registrou uma patente para um sistema de câmeras capaz de identificar pessoas por reconhecimento facial e gravar automaticamente suas ações em vídeo.
Enviado ao escritório de patentes dos Estados Unidos em fevereiro e tornado público nesta semana, o pedido descreve o uso da tecnologia em dispositivos vestíveis, como óculos inteligentes.
Como funciona a tecnologia
A proposta da empresa é usar inteligência artificial (IA) para organizar gravações e gerar pequenos clipes com momentos específicos de cada indivíduo.
No entanto, a novidade reabre discussões sobre vigilância constante e invasão de privacidade em locais públicos.
Questões de privacidade e os limites da lei
A repercussão da patente vem num momento delicado para a empresa.
Pesquisadores descobriram recentemente códigos ocultos de reconhecimento facial no aplicativo que acompanha os óculos inteligentes da Meta.
A reação negativa fez a companhia remover esse recurso do sistema logo em seguida.
Preocupações com a privacidade
Especialistas alertam para os perigos desse tipo de monitoramento.
A principal preocupação é o rastreamento de pessoas em espaços públicos sem o consentimento delas.
- A possibilidade de gravar ou identificar terceiros sem um aviso visual claro aumenta os riscos à intimidade.
- No Brasil, a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) estabelece regras para a coleta de informações pessoais.
Embora tirar uma foto simples na rua seja permitido, transformar o rosto de um desconhecido num dado biométrico para identificação automática exige bases legais claras.
As empresas que desenvolvem esses sistemas precisam seguir normas severas de transparência.
Por causa dessas ameaças à privacidade, o uso de óculos inteligentes pode esbarrar em restrições em diversos locais.
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