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Ameaça da Inteligência Artificial
A pergunta que muita gente anda se fazendo é “quando a inteligência artificial vai me substituir?”. Se você trabalha no Brasil, o novo relatório do Banco Mundial aponta que esse apocalipse não vai acontecer tão rápido.
O estudo publicado nesta semana mostra que a automação por IA ameaça quase três vezes mais os empregos dos países ricos do que os nossos. Nas economias mais desenvolvidas, 14,2% das vagas de emprego já estão expostas à IA. Enquanto isso, nas de baixa e média renda, esse número cai para 4,5%.
Razões por trás dos números
Só que o motivo não é tão animador. A automação deve acontecer mais rápido e com maior magnitude nos países ricos porque lá o trabalho se concentra em atividades de escritório, de programação a finanças, exatamente as áreas em que a IA avança mais rápido.
Por aqui, boa parte dos nossos empregos ainda estão numa camada em que automatizar sai caro demais para compensar.
Oportunidades e desafios
Mas é importante entendermos que esse alívio temporário não significa uma vantagem para nós, mas apenas diagnostica o nosso atraso.
O estudo mostra que 16,2% dos empregos por aqui poderiam ter a sua produtividade ampliada pela IA. Esse é um patamar próximo ao dos países ricos, que fica em torno de 18,7%.
- A IA pode ampliar a produtividade dos empregos;
- A automação pode ser mais lenta no Brasil devido ao tipo de empregos existentes;
- É necessário investir em infraestrutura computacional robusta;
- A soberania digital deve ser uma pauta prioritária.
O Banco Mundial oferece uma resposta que já rendeu polêmica: os países em desenvolvimento deveriam parar de gastar bilhões tentando criar o seu próprio ChatGPT.
Em vez disso, os países deveriam adotar as ferramentas que já existem, adaptá-las à realidade local e, só depois de ter um mercado mais maduro, tentar avançar no desenvolvimento de modelos de fronteira.
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