IA já consegue criar novos vírus em laboratório — e cientistas alertam para os riscos

📡 Fonte: Gizmodo 🏷️ Ciência 🤖 Auto
IA já consegue criar novos vírus em laboratório — e cientistas alertam para os riscos

📸 Créditos da imagem: © Shutterstock (Shutterstock)

A inteligência artificial acaba de atravessar mais uma fronteira na biologia. Pesquisadores utilizaram um modelo de IA para projetar novos genomas virais e depois transformaram algumas dessas sequências digitais em vírus reais capazes de infectar bactérias.

O experimento foi descrito em um estudo e representa um avanço importante para a biologia sintética. Ao mesmo tempo, levanta uma questão difícil: o que acontece quando sistemas generativos conseguem não apenas analisar organismos existentes, mas também ajudar a projetar novas formas biológicas?

IA aprendeu a estrutura genética dos vírus

Os pesquisadores utilizaram um modelo de linguagem genômica chamado Evo. Em vez de trabalhar com palavras e frases, esse sistema foi treinado para reconhecer padrões presentes em sequências de DNA.

Os cientistas forneceram ao modelo informações genéticas de vírus encontrados na natureza e depois pediram que ele produzisse novas sequências capazes de formar genomas virais funcionais.

Resultados impressionantes, mas com baixa taxa de sucesso

O experimento mostrou que a inteligência artificial ainda está longe de produzir vírus funcionais facilmente. O Evo gerou aproximadamente 700 mil possíveis genomas. Os pesquisadores selecionaram cerca de 300 para produzir fisicamente no laboratório. Apenas 16 deram origem a vírus viáveis.

Isso representa uma taxa de sucesso extremamente pequena. Ainda assim, o resultado demonstra que a geração automatizada de genomas virais deixou de ser apenas uma possibilidade teórica.

Riscos de biossegurança

Especialistas alertam para riscos de biossegurança. A capacidade de compor genomas virais usando IA generativa agora existe; a governança para direcioná-la com segurança, não.

A preocupação não está especificamente nos vírus produzidos neste experimento, que infectam bactérias. O problema é o precedente tecnológico.

Aplicações importantes

A capacidade de projetar bacteriófagos não possui apenas implicações negativas. Esses vírus estão sendo estudados há décadas como uma possível ferramenta contra bactérias resistentes a antibióticos.

Sistemas de inteligência artificial capazes de projetar novos fagos poderiam, no futuro, ajudar pesquisadores a desenvolver tratamentos direcionados contra determinadas bactérias.

📰 Leia a notícia completa em: Gizmodo »

⚖️ Direitos Autorais: Este site utiliza conteúdo agregado automaticamente de fontes públicas. Todas as imagens possuem crédito e fonte indicados conforme exigido pela legislação brasileira de direitos autorais (Lei 9.610/98).