📸 Créditos da imagem: © Colin Lloyd - Unsplash
O avanço ainda está distante de se tornar um tratamento disponível para pacientes. Mesmo assim, representa um passo importante para o desenvolvimento de terapias contra doenças como retinopatia diabética, degeneração macular e retinopatia da prematuridade.
Como funciona a retina?
A retina é o tecido localizado no fundo do olho responsável por captar a luz e transformá-la em sinais enviados ao cérebro. Para funcionar corretamente, ela precisa de grandes quantidades de oxigênio e energia.
Essa necessidade depende da barreira hematorretiniana interna, conhecida pela sigla iBRB. Ela atua como um filtro e controla a entrada e a saída de oxigênio, nutrientes, líquidos e outras substâncias.
Desenvolvimento da terapia
Os cientistas utilizaram células-tronco pluripotentes induzidas, chamadas de iPSCs, que são produzidas a partir de células adultas reprogramadas para retornar a um estado semelhante ao embrionário.
Depois disso, essas células podem ser direcionadas para se transformar em diferentes tipos de tecido. No experimento, os pesquisadores conseguiram converter as iPSCs em células endoteliais específicas dos vasos da retina.
Resultados do experimento
Os resultados mostraram que as células cultivadas em laboratório não permaneceram isoladas. Elas se incorporaram aos vasos existentes e participaram da reconstrução da rede vascular danificada.
Segundo os pesquisadores, essa integração contribuiu para melhorar a função visual dos animais tratados. Além disso, o grupo também desenvolveu modelos de retina em laboratório submetidos a condições semelhantes às encontradas na retinopatia diabética.
Conclusão
Apesar dos resultados positivos, os próprios autores destacaram limitações. O modelo animal apresentou diferenças entre grupos de camundongos, o que pode influenciar a comparação dos efeitos.
Novos experimentos serão necessários para avaliar a segurança da terapia, verificar quanto tempo os efeitos permanecem e descobrir se as células poderiam provocar crescimento descontrolado ou reações imunológicas.
📰 Leia a notícia completa em: Gizmodo »