📸 Créditos da imagem: Print de um e-mail enviado pelos criminosos (Acronis/Reprodução)
Um vírus bancário criado no Brasil em 2019 continua em circulação ativa e figura, atualmente, entre as principais ameaças cibernéticas a organizações em Portugal.
Conhecido como Lampion
O malware utiliza a semelhança do idioma e a facilidade de personificação para enganar funcionários e invadir sistemas corporativos no país europeu.
Em relatório técnico, a unidade de pesquisa de ameaças da empresa Acronis revelou que 94,6% das detecções recentes do Lampion concentraram-se em Portugal.
Isca conhecida, novos disfarces
A estratégia do ataque mudou ligeiramente no perfil das iscas, porém manteve a lógica central.
- Entre 2019 e 2025, os golpistas enviavam e-mails falsos em nome da Autoridade Tributária e Aduaneira (AT) de Portugal sobre alegações de pendências fiscais.
- Nas campanhas mais recentes, os criminosos adaptaram o discurso e passaram a simular empresas do setor privado, como agências de documentação automóvel.
Ao abrir o arquivo compactado (. zip) anexo, a vítima aciona uma página que imita o portal português SAPO e instala scripts em segundo plano.
A fronteira como proteção para o criminoso
A escolha de Portugal como alvo prioritário atende a duas razões estratégicas do ecossistema de cibercrime brasileiro: a facilidade linguística, que elimina barreiras de adaptação no texto dos e-mails de phishing; e a proteção geográfica e jurisdicional.
Para Jozsef Gegeny, pesquisador sênior da Acronis e um dos autores do relatório técnico sobre a campanha, a longevidade do Lampion demonstra que modelos de ataque não precisam de inovações constantes para funcionar.
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