📸 Créditos da imagem: Tomohiro Ohsumi/Getty Images
A OpenAI, desenvolvedora do popular ChatGPT, manifestou-se de forma contundente contra as acusações de roubo de segredos comerciais feitas pela Apple. Em um comunicado enviado à Bloomberg nesta terça-feira (14), a empresa de inteligência artificial afirmou não ter conhecimento de quaisquer evidências que sustentem as denúncias registradas no processo judicial aberto pela gigante de Cupertino na semana passada.
A ação movida pela fabricante do iPhone alega que a OpenAI estaria utilizando informações confidenciais de sua propriedade para impulsionar o desenvolvimento de futuros dispositivos. Segundo a Apple, esses dados teriam sido extraídos de seus sistemas internos por ex-funcionários, Tang Tan e Chang Liu, que foram posteriormente contratados pela startup de IA.
Evitando responder individualmente a cada uma das acusações específicas, a OpenAI reiterou que o processo por roubo de segredos comerciais carece de fundamento, alegando desconhecer provas concretas que sustentem a denúncia. A companhia também defendeu sua prática de contratar profissionais que já trabalharam para concorrentes.
“Acreditamos na concorrência justa e na liberdade das pessoas de trabalharem onde quiserem”, ressaltou o laboratório de IA, liderado por Sam Altman. Essa declaração sublinha a postura da empresa em relação à mobilidade de talentos no setor de tecnologia, um ponto central em sua defesa.
Na sequência da nota, a OpenAI acrescentou que seu foco principal é “desenvolver tecnologia inovadora que empodere pessoas em todos os lugares”, indicando uma prioridade no avanço tecnológico em detrimento de supostas práticas ilícitas. Esta é a segunda manifestação pública da startup sobre o tema, e ambas as declarações apontam para uma estratégia de defesa baseada na negação de interesse em informações sigilosas de terceiros e na crença na livre concorrência.
A demanda judicial da Apple inclui um pedido para que a OpenAI cesse imediatamente o uso dos segredos comerciais supostamente repassados por seus ex-contratados. As investigações e o desfecho do processo podem ter um impacto significativo, inclusive no lançamento de um suposto celular da OpenAI, previsto para chegar ao mercado em 2027.
Além disso, a Apple busca indenização por danos e apresentou queixas diretas contra Tang Tan e Chang Liu por quebra de contrato. Conforme a ação, ambos teriam violado seus acordos de confidencialidade ao supostamente compartilharem dados sigilosos com sua nova empregadora, a OpenAI.
Parceria dá lugar a disputa judicial
A batalha judicial que se inicia agora marca uma mudança drástica na relação entre as duas empresas. Apple e OpenAI já foram parceiras, com a integração do ChatGPT ao ecossistema de inteligência artificial da Apple. O bot inteligente ainda é acionado para lidar com tarefas mais complexas e permanece disponível nos dispositivos da Maçã.
No entanto, o impasse legal e a recente entrada da OpenAI no mercado de hardware estão gerando incertezas consideráveis quanto à continuidade dessa parceria estratégica. A disputa levanta questões sobre o futuro da colaboração tecnológica em um cenário de concorrência acirrada e inovações rápidas.
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