📸 Créditos da imagem: Jenna Dittmar; ( CC BY 4
Uma mandíbula inferior masculina desenterrada de uma igreja medieval em Aberdeen, na Escócia, acaba de revelar um feito notável para a odontologia histórica.
Descoberta
Pesquisadores identificaram ali o caso mais antigo conhecido no país do uso de uma ponte dentária — um fio de ouro que conectava dois dentes para preencher o espaço deixado por um dente perdido.
O achado foi descrito no British Dental Journal.
Localização
O osso foi recuperado durante escavações na Igreja de São Nicolau Leste (St. Nicholas East Kirk), provavelmente construída no século XI e usada até o fim do século XVI.
O local continha mais de 900 sepulturas e milhares de ossos humanos individuais.
Idade e sexo
A mandíbula com os fios metálicos, no entanto, não foi encontrada como parte de um enterro completo, mas os cientistas conseguiram determinar, pela forma do osso e pelo desgaste dos dentes, que pertencia a um homem de meia-idade que viveu entre 1460 e 1670.
Condição dos dentes
A mandíbula preservava nove dentes. Um deles, o incisivo central inferior direito, havia sido perdido ainda em vida.
O homem apresentava placa endurecida em todos os dentes, três cáries e doença periodontal com retração gengival — um quadro de saúde bucal precário, mas comum para a época.
Ponte dentária
O que chamou a atenção foi o fio de ouro de 20 quilates enrolado em torno do incisivo lateral inferior direito e do incisivo central inferior esquerdo, exatamente cruzando o espaço deixado pelo dente perdido.
O fio era enrolado na raiz de um dente e fixado por um nó torcido na raiz do outro.
Uso e benefícios
Segundo a bioarqueóloga Rebecca Crozier, da Universidade de Aberdeen, coautora do estudo, o fio roçava na raiz de um dos dentes de ancoragem havia algum tempo, indicando que foi usado por um período prolongado.
“Não sabemos se ele substituiu o dente perdido ou se serviu de suporte para um dente protético (falso)”, explicou Crozier.
Conclusão
A aplicação da ligadura provavelmente causou desconforto durante o procedimento, mas o homem “muito provavelmente teria se acostumado com a presença do fio com o tempo”, disse a pesquisadora.
Ainda assim, ações como morder uma fruta firme teriam sido problemáticas.
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