Influenciadora brasileira processa empresa de MrBeast por assédio

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Influenciadora brasileira processa empresa de MrBeast por assédio

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Influenciadora brasileira processa empresa de MrBeast por assédio

Ambiente hostil às mulheres

A brasileira Lorrayne Mavromatis está processando a empresa de MrBeast, o ‘maior youtuber do mundo’, por importunação sexual e assédio moral sofridos enquanto era funcionária da companhia.

A ação foi registrada em um tribunal da Carolina do Norte (Estados Unidos), recentemente.

No processo, a influenciadora que chegou à Beast Industries em agosto de 2022 relata ter sido alvo de vários episódios de humilhação no ambiente de trabalho e que foi transferida e demitida após denunciar os comportamentos inadequados.

Um porta-voz da empresa negou as acusações.

Ambiente hostil às mulheres

Lorrayne relata que era uma das poucas mulheres na diretoria e, em muitas ocasiões, a única na sala, sendo chamada de ‘burra’ ao dar uma ideia repetida segundos depois por outro colega que recebia aplausos;

De acordo com ela, também houve momentos em que foi mandada calar a boca na frente da sua equipe;

Em outros episódios, afirma ter sido obrigada a comparecer sozinha a reuniões na casa do CEO da empresa, em uma sala pouco iluminada, quando ouviu insinuações sexuais;

O nome do executivo não é mencionado no vídeo, mas o processo cita um ex-CEO chamado James Warren.

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Ainda na ação, há relatos de constrangimento em um set de gravação com Jimmy Donaldson, mais conhecido como MrBeast. O famoso criador de conteúdo teria dito que só participaria da gravação se recebesse uma cerveja das mãos dela.

A influenciadora brasileira também destaca que foi pressionada a trabalhar em meio à licença-maternidade, além de ter participado de conferências diretamente da sala de parto.

Poucos dias depois de retornar ao trabalho, a empresa a demitiu.

Beast Industries se posiciona

Em nota à revista People, um porta-voz da empresa de MrBeast refutou as alegações de Mavromatis.

De acordo com ele, a produtora possui documentos e depoimentos de testemunhas que contrariam as denúncias.

‘Essa denúncia oportunista se baseia em deturpações deliberadas e declarações categoricamente falsas, e temos as provas para comprovar isso’, declarou.

O representante comentou, ainda, que a brasileira estaria ‘querendo lucrar’ às custas da empresa.

Vale lembrar que a produtora enfrentou denúncias semelhantes em 2024.

Na ocasião, participantes do reality Beast Games citaram, em um processo judicial, que se depararam com um ambiente no qual prevalecia a ‘cultura de misoginia e sexismo’.

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