📸 Créditos da imagem: Arkadiusz Warguła/iStock
Pesquisadores identificaram que pessoas que demonstram confiança na ciência também podem aderir a teorias conspiratórias de caráter científico.
A análise, realizada com 843 moradores dos Estados Unidos, indica que a forma como indivíduos imaginam o avanço científico e os meios pelos quais consomem informações influencia mais essas crenças do que fatores como escolaridade.
A imagem da ciência como resultado do trabalho de gênios isolados
O levantamento aponta que a imagem da ciência como resultado do trabalho de gênios isolados e o consumo predominante de conteúdos como podcasts e documentários estão associados a maior propensão a aceitar explicações conspiratórias apresentadas com aparência científica.
Os autores argumentam que a questão central não está apenas no nível de confiança que uma pessoa deposita nos cientistas, mas na maneira como ela entende a produção do conhecimento científico.
Relação entre mentalidade do gênio e preferência por fontes informais
Uma relação foi identificada entre duas características: a chamada “mentalidade do gênio”, que atribui grandes avanços a indivíduos excepcionais que desafiam consensos, e a preferência por fontes informais de divulgação científica, como podcasts e documentários.
Participantes com maior pontuação nesses critérios apresentaram maior tendência a concordar com teorias conspiratórias.
Importância da educação científica
Os pesquisadores sugerem que o ensino de ciências não deve se limitar à apresentação de teorias prontas e descobertas finais.
A recomendação é mostrar também o funcionamento cotidiano da comunidade científica, incluindo colaboração, contestação e critérios compartilhados.
📰 Leia a notícia completa em: Olhar Digital »