Confira o final explicado de O Drama: O que Charlie decide?

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Confira o final explicado de O Drama: O que Charlie decide?

📸 Créditos da imagem: reprodução / Tecmundo

O Drama: O que Charlie decide?

Tem filmes que chegam aos cinemas prometendo entretenimento e acabam entregando muito mais do que o esperado, e O Drama, novo longa estrelado por Zendaya e Robert Pattinson, é exatamente esse tipo de obra.

Dirigido pelo cineasta norueguês Kristoffer Borgli, conhecido por Sonho de Glória e Doente de Si, o filme acompanha Emma e Charlie, um casal apaixonado que está nos últimos preparativos para o casamento quando uma revelação bombástica vira tudo de cabeça para baixo.

O Drama mistura drama e romance com um humor ácido e desconfortável que já virou marca registrada de Borgli.

A crítica do Minha Série destacou que o filme dá uma verdadeira aula sobre humor ácido e o desfecho da história é a prova mais contundente disso.

A revelação que muda tudo em O Drama: o segredo de Emma

Tudo começa de forma aparentemente inocente. Durante um jantar de degustação para o casamento, a madrinha Rachel (Alana Haim) propõe uma dinâmica que ela e o marido Mike fizeram antes de se casar: cada um conta a pior coisa que já fez na vida.

Mike, Rachel e Charlie participam sem grandes dramas. As confissões são constrangedoras (algumas mais que as outras), mas nada tão fora do comum.

Aí chega a vez de Emma.

Visivelmente nervosa e um pouco bêbada demais, Emma revela que, aos 15 anos, planejou e quase executou um ataque a tiros na escola onde estudava.

A razão pela qual ela é surda de um ouvido (detalhe que até então parecia apenas uma curiosidade) ganha um novo e perturbador significado: ela perdeu a audição enquanto praticava tiros com o rifle do pai, se preparando para o ataque.

A confissão cai como uma bomba.

Rachel reage com raiva e julgamento.

Charlie, por sua vez, entra em um colapso silencioso.

O que salva Emma de ter cometido o crime?

Um ataque em um shopping da cidade, na mesma semana, que matou um colega de escola.

O trauma do acontecimento a levou quase que acidentalmente a um grupo de controle de armas, onde fez amizades e abandonou o plano.

Na cabeça dela, como ela nunca chegou a fazer nada, o episódio ficou enterrado no passado.

Para Charlie, e para o espectador, a questão é bem mais complexa.

Se você quer entender melhor as nuances do gênero drama no cinema, esse filme é um estudo de caso fascinante.

O Drama: o casamento vai por água abaixo

Com o casamento a poucos dias, Charlie não consegue processar o que ouviu.

Em um momento de pânico, ele expõe a situação como ‘hipotética’ para Misha, uma colega de trabalho, e acaba fazendo uma investida romântica, desistindo e começando a chorar antes de concluir qualquer coisa.

Ao recuar, o estrago emocional já está feito.

Agora ele também carrega um peso.

No dia do casamento, a recepção desanda de vez.

O namorado de Misha, Blake, descobre o que aconteceu e parte para cima de Charlie, que leva uma cabeçada.

Emma, sem entender direito o que está rolando, foge da festa.

O casal, que deveria estar celebrando o amor, termina o dia separado, machucado e encharcado de chuva.

É o tipo de cena que só funciona porque Borgli sabe exatamente onde apertar o parafuso do desconforto e O Drama é, sem dúvida, um dos melhores filmes para assistir nos cinemas em abril.

O final de O Drama: Charlie decide ficar com Emma?

A cena final é simples, mas carregada de significado.

Charlie e Emma se reencontram em uma lanchonete favorita do casal: ela encharcada, ele com o rosto machucado.

Os dois trocam uma piada interna, uma referência a um momento íntimo só deles, e o filme termina ali, sem grandes discursos ou resoluções explícitas.

Borgli não entrega um final com laço e fita.

Mas em entrevista ao Popcorn Podcast, o diretor deixou escapar sua leitura pessoal:

‘No fundo, sou um romântico. Sou esperançoso. Me sinto bem com o futuro deles.’

Ele seguiu:

‘Esta é uma história muito pessoal.

Elas não aborda o nível social de definir limites, onde está o limite do amor incondicional.

O filme explora mais os limites pessoais e os limites de quão honesto e quão imperfeito você pode ser em sua vida mais privada.

Publicamente, a discussão é muito diferente.

É algo que vai além da minha capacidade.’

A piada compartilhada na lanchonete funciona como um sinal: Charlie escolhe tentar recomeçar.

Não porque Emma seja inocente ou porque o passado dela seja irrelevante, mas porque o amor, quando real, raramente cabe dentro de julgamentos simples.

O filme não toma partido.

Não diz se Charlie está certo ou errado.

Deixa essa conta para o espectador resolver e é exatamente aí que mora sua força.

Para quem curte acompanhar os lançamentos do cinema e quer um filme que provoque reflexão de verdade, O Drama entrega com sobras.

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