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Tudo sobre Artemis 2 ver mais A tripulação da Artemis 2 pôde, no fim desta segunda-feira (6), desfrutar de momento exclusivo: visualizar um eclipse solar total que não é observável da Terra. O quarteto de astronautas acompanhou o fenômeno diretamente do espaço profundo, durante um sobrevoo no lado oculto da Lua. O eclipse começou às 21h35 e terminou às 22h32 (horários de Brasília) — tempo este muito superior aos de eclipses observados na Terra —, cerca de 90 minutos após a espaçonave Orion atingir sua maior distância da Terra (cerca de 406 mil km), superando o recorde anterior da missão Apolo 13, em 1970. Como foi o eclipse visto só pela Artemis 2 Nesse ponto exato, o alinhamento de Sol, Lua e Orion permitiu aos tripulantes um vislumbre de um eclipse total com características incomuns; Durante o fenômeno, foi possível visualizar a coroa solar, camada externa do Sol que não costuma ser vista por conta do brilho intenso da estrela; Os tripulantes da Artemis 2 aproveitaram o momento para descrever detalhes da coroa solar, como formas, cores e variação de brilho. Tais informações permitirão aos cientistas entender melhor os processos que ocorrem no Sol; O astronauta Jeremy Hansen, principalmente, esteve em contato com a equipe em solo para documentar em palavras o que ele e os outros três tripulantes da Orion estavam visualizando. “A Terra está tão brilhante lá fora, e a Lua está ali, pairando diante de nós, esse orbe negro à nossa frente, não diante da escuridão em si, mas do cinza que se mistura e se dissipa na escuridão”, disse o astronauta Victor Glover.
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