📸 Créditos da imagem: reprodução / Tecmundo
Em fevereiro do ano passado, Andrej Karpathy, que passou por Tesla, OpenAI e Google, chamou de “vibe coding” uma forma de programar com IA sem ler o código gerado: aceitar tudo, colar erros no chat até sumir, guiado pela intuição e pelo resultado imediato. Nas palavras dele: “It’s not really coding — I just see stuff, say stuff, run stuff, and copy-paste stuff, and it mostly works”. Não era manifesto, nem provocação, era um cara contando como usava IA para codar nos fins de semana. O mercado transformou aquilo em competência executiva. Hoje, CEOs e C-levels do mundo inteiro colocam “vibe coding” no LinkedIn e isso diz muito menos sobre democratização tecnológica do que parece. Quando um executivo celebra que “agora qualquer um pode construir software sem saber programar”, o que está sendo dito nas entrelinhas é que compreender o processo deixou de ser valor e virou obstáculo. O C-level que vibra com a IA sem entender o que está por baixo é o consumidor ideal: entusiasmado, dependente e sem repertório para questionar os termos da relação.
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