Metrô de SP aposenta bilhete magnético usado há mais de 50 anos; veja como trocar

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Metrô de SP aposenta bilhete magnético usado há mais de 50 anos; veja como trocar

📸 Créditos da imagem: Thiago Domingues Vieira/Shutterstock

O Metrô de São Paulo encerrou, neste sábado (31), a utilização dos tradicionais bilhetes magnéticos nas catracas de suas estações. O modelo, conhecido como Edmonson, acompanhava o sistema desde o início das operações comerciais, em 1974, e será substituído definitivamente por alternativas digitais, eletrônicas e por aproximação.Os passageiros puderam utilizar os bilhetes antigos nas linhas 1-Azul, 2-Verde, 3-Vermelha e 15-Prata até este sábado. Agora, quem ainda tiver unidades poderá trocá-las por bilhetes com QR Code entre este domingo (1) e 31 de janeiro de 2027.Segundo estimativa do Metrô, aproximadamente um milhão de bilhetes magnéticos ainda estão nas mãos dos passageiros.

A substituição poderá ser realizada nas bilheterias das estações Paraíso, que atende às linhas 1-Azul e 2-Verde, e Tatuapé, na linha 3-Vermelha.Como trocar os bilhetes magnéticos A troca será realizada diariamente, das 6h às 22h, nas bilheterias das duas estações. Para participar do procedimento, os bilhetes precisam estar dentro do prazo de validade e em boas condições de conservação; Quem tiver até dez unidades poderá realizar a substituição imediatamente. Já os passageiros com mais de dez bilhetes deverão entregá-los para análise e validação; Nesse segundo caso, será necessário apresentar um documento de identificação e fornecer um endereço de e-mail ou telefone para contato.

Após a conferência, o passageiro receberá informações sobre quando poderá retirar os novos QR Codes. Quais são as alternativas ao bilhete magnético?Com o encerramento do modelo antigo, os passageiros poderão continuar pagando as viagens com diferentes meios: Bilhete Único; Cartão TOP; Bilhetes unitários com QR Code, impressos ou digitais; Cartões físicos ou virtuais de crédito e débito das bandeiras Elo, Mastercard e Visa, por aproximação nas catracas. A mudança faz parte do processo de modernização dos meios de pagamento do sistema metroviário, que vem ampliando as opções digitais e eletrônicas disponíveis aos usuários.Por que o Metrô decidiu encerrar o modelo?De acordo com o Metrô, a decisão envolve dificuldades de manutenção dos equipamentos de leitura e a complexidade da produção e distribuição dos bilhetes magnéticos.O processo exige fabricação especializada, transporte, armazenamento seguro, distribuição para as estações e reposição constante dos estoques.

Além disso, existem despesas relacionadas à logística, ao controle de estoque, ao recolhimento dos bilhetes e à manutenção dos equipamentos utilizados para a leitura das tarjas magnéticas.A substituição por meios digitais e eletrônicos busca simplificar essa estrutura e acompanhar a evolução das formas de pagamento. Bilhete magnético marcou a história do transporte em São PauloApesar de estar sendo aposentado, o bilhete magnético Edmonson se tornou parte da memória do transporte público paulistano.O modelo foi utilizado desde 1974, quando o Metrô de São Paulo começou a operar comercialmente. Durante mais de cinco décadas, o pequeno cartão de papel com tarja magnética acompanhou milhões de passageiros em deslocamentos diários para o trabalho, a escola e outros compromissos.Para o Metrô, o bilhete também representa uma lembrança afetiva de diferentes gerações de usuários.

Sua trajetória se soma à de outros objetos que marcaram períodos da evolução tecnológica e da vida cotidiana, como fichas telefônicas, orelhões e relógios analógicos.Tecnologia surgiu no século XIXO nome Edmonson vem de Thomas Edmondson, chefe de estação da Newcastle and Carlisle Railway, na Inglaterra. Em 1839, ele desenvolveu um sistema padronizado de emissão de passagens ferroviárias que substituiu os antigos bilhetes manuscritos por cartões previamente impressos e numerados.Os bilhetes eram validados no momento da venda, facilitando o controle das operações e das receitas das empresas ferroviárias. O método acabou sendo adotado por companhias de diferentes países.Mais de um século depois, a tecnologia chegou ao Metrô de São Paulo.

Em 1974, os cartões de papel com tarja magnética representavam solução moderna para organizar o acesso ao transporte metroviário.Agora, após 52 anos de utilização, o modelo deixa de fazer parte da rotina dos passageiros e dá lugar a novas formas de pagamento. Rodrigo Mozelli Rodrigo Mozelli é jornalista formado pela Universidade Metodista de São Paulo (UMESP) e, atualmente, é redator do Olhar Digital. Ver todos os artigos →

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