Microsoft é acusada de trapacear para promover o Edge

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Microsoft é acusada de trapacear para promover o Edge

📸 Créditos da imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog

Browser Choice Alliance (BCA) acusa Microsoft de usar “dark patterns” para induzir o uso do Edge. Veja a lista das tais táticas. Resumo A Microsoft é acusada de usar estratégias desleais para promover o Edge, incluindo anúncios intrusivos e alteração de padrões de arquivo para dificultar a mudança para outros navegadores.

O relatório da Browser Choice Alliance lista 10 “padrões obscuros” usados pela Microsoft, como abrir links no Edge mesmo quando outro navegador está definido como padrão. A Microsoft ainda não se pronunciou sobre as acusações. Não é segredo para ninguém que a Microsoft se esforça para aumentar a penetração do Edge no mercado.

Mas, para a Browser Choice Alliance (BCA), a companhia adota estratégias desleais para promover o seu navegador. A BCA divulgou um relatório com 46 páginas que descreve dez “truques sujos” adotados pela Microsoft para esse fim. A BCA é uma coalizão de organizações que desenvolvem navegadores que defende, principalmente, o direito dos usuários de Windows de escolherem livremente um browser para usar.

Fazem parte da aliança empresas como Google, Vivaldi, Opera, Midori, Wavebox e BrowserWorks. Pois bem, o tal relatório foi produzido pela Behavioural Insights Team (BIT) e, essencialmente, descreve estratégias que a Microsoft estaria adotando para dificultar que usuários migrem do Edge para outro navegador. Na verdade, essas estratégias são descritas como “dark patterns” — “padrões obscuros” em tradução livre.

Dark patterns podem ser entendidos como abordagens técnicas ou de design que tentam induzir o usuário a realizar determinadas ações que ele não faria por vontade própria. Quais são os dark patterns que a Microsoft adota com relação ao Edge? O relatório produzido pela BIT aponta dez dark patterns divididos em três categorias (ou estágios).

Categoria 1: da instalação de um navegador alternativo Anúncios intrusivos: o usuário se depara com banners ou chamadas em serviços como Bing quando usam o Edge para pesquisar por outro navegador; esses anúncios tentam convencer o usuário a continuar com o Edge; Alteração fragmentada de padrões: a Microsoft tenta definir o Edge como padrão para formatos de arquivos específicos (como PDF), forçando o usuário a definir o software de sua preferência para tipos diferentes de arquivos várias vezes; Restrição do Modo S: se o Windows estiver no Modo S (modo restrito focado em segurança), não é possível instalar navegadores concorrentes. Categoria 2: do uso “forçado” do Edge Barra de pesquisa do Windows: os resultados de buscas locais são abertos no Edge mesmo quando há outro navegador configurado como padrão; Widgets e links da tela de bloqueio: esses recursos abrem resultados no Edge mesmo quando há outro navegador configurado como padrão; Feed de notícias: notícias destacadas pelo Windows 10 também abrem no Edge quando há outro navegador definido como padrão; Links no Outlook e Teams: também abrem links automaticamente no Edge, forçando o usuário a configurar esse comportamento manualmente para outro navegador; Bloqueio de ferramentas que evitam o Edge: a Microsoft bloqueia soluções de terceiros que tentam evitar que links sejam redirecionados para o seu browser; Abertura forçada de abas no Edge após o login: o sistema pode abrir o Edge automaticamente assim que o usuário faz login, mesmo se um navegador diferente estiver definido como padrão. Categoria 3: da atualização do sistema operacional Configuração desfeita após atualizações do sistema: a Microsoft tenta definir o Edge como padrão depois que o Windows recebe uma grande atualização.

O relatório completo está disponível no site da BCA. Pelo menos até o momento, a Microsoft não se pronunciou sobre o assunto.

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