📸 Créditos da imagem: Unsplash
Origem compartilhada, caminhos divergentes
A Terra e Marte surgiram há cerca de 4,5 bilhões de anos no material que orbitava o jovem Sol. Apesar da origem comum, os planetas podem ter seguido trajetórias distintas.
Dois mecanismos de crescimento
Os mundos rochosos formam‑se a partir de materiais de tamanhos variados. Um mecanismo envolve colisões de planetesimais maiores; o outro, a acreção de seixos, pequenos agregados que capturam partículas do disco de gás e poeira.
Estudos combinam evidências químicas e simulações, sugerindo que a Terra recebeu pelo menos 75 % de sua massa de protoplanetas que capturaram seixos, enquanto planetesimais contribuíram até 25 %. Para Marte, a situação é inversa: cerca de 75 % da massa veio de corpos maiores.
Química como pista do passado
Os pesquisadores analisaram elementos voláteis como sódio, potássio e zinco, que são facilmente perdidos quando aquecidos. Comparando abundâncias, eles tentam reconstruir os processos de formação.
O aquecimento durante a passagem pelo envelope gasoso pode remover elementos, e planetesimais que já sofreram aquecimentos anteriores também perdem substâncias. Misturar materiais em diferentes proporções gera composições químicas distintas.
Júpiter e a barreira de poeira
Um estudo de 2021 sugeriu que Júpiter atuou como barreira, impedindo o fluxo de poeira externa para os planetas internos. Isso favoreceu o crescimento por colisões entre corpos do Sistema Solar interno.
Implicações para a água terrestre
Fragmentos de gelo poderiam ter trazido água, mas a retenção depende da temperatura e da etapa de incorporação. Impactos posteriores e planetesimais ricos em voláteis também podem contribuir.
Os percentuais propostos exigem cautela, pois diferentes caminhos podem produzir composições semelhantes.
Desafios futuros
Modelos de formação devem explicar simultaneamente composição química, origem dos materiais e deslocamento pelo disco primordial. Descobrir a combinação exata que ocorreu em cada planeta continua sendo o desafio.
📰 Leia a notícia completa em: Gizmodo »