O super El Niño ainda não atingiu o pico, mas a Amazônia já enfrenta uma onda de incêndios

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O super El Niño ainda não atingiu o pico, mas a Amazônia já enfrenta uma onda de incêndios

📸 Créditos da imagem: Unsplash

Impacto do El Niño na Amazônia

O super El Niño, considerado o mais forte já registrado, ainda não atingiu seu pico, mas já está provocando um aumento significativo de incêndios na região central e leste da floresta amazônica.

Incêndios e Fumaça

Satélites identificaram mais de 1.600 focos de incêndio nas primeiras duas semanas de outubro, um aumento de 253% em relação ao mesmo período do ano anterior. A fumaça tem interferido na qualidade do ar de cidades como Manaus e Santarém, com concentrações de PM2,5 superiores a 135 µg/m³.

  • 1.679 focos de incêndio no Amazonas em outubro.
  • Fumaça cobrindo as margens do rio Amazonas.
  • Autoridades municipais suspenderam atividades presenciais.

Origem Humana

Investigações apontam que a maioria das ignições tem origem humana, principalmente na renovação de pastagens e na limpeza de terrenos. Em Santarém, entre 50 e 70 incêndios não controlados foram registrados.

Perspectivas Futuras

Pesquisas indicam que o El Niño pode atrasar a chegada da estação chuvosa, prolongando o período favorável aos incêndios até dezembro ou janeiro. Estudos também sugerem que a Amazônia pode avançar para um clima “hipertropical”, com até 150 dias de seca quente até 2100.

Autoridades continuam monitorando a situação e investigando possíveis incêndios deliberados.

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