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Impacto do El Niño na Amazônia
O super El Niño, considerado o mais forte já registrado, ainda não atingiu seu pico, mas já está provocando um aumento significativo de incêndios na região central e leste da floresta amazônica.
Incêndios e Fumaça
Satélites identificaram mais de 1.600 focos de incêndio nas primeiras duas semanas de outubro, um aumento de 253% em relação ao mesmo período do ano anterior. A fumaça tem interferido na qualidade do ar de cidades como Manaus e Santarém, com concentrações de PM2,5 superiores a 135 µg/m³.
- 1.679 focos de incêndio no Amazonas em outubro.
- Fumaça cobrindo as margens do rio Amazonas.
- Autoridades municipais suspenderam atividades presenciais.
Origem Humana
Investigações apontam que a maioria das ignições tem origem humana, principalmente na renovação de pastagens e na limpeza de terrenos. Em Santarém, entre 50 e 70 incêndios não controlados foram registrados.
Perspectivas Futuras
Pesquisas indicam que o El Niño pode atrasar a chegada da estação chuvosa, prolongando o período favorável aos incêndios até dezembro ou janeiro. Estudos também sugerem que a Amazônia pode avançar para um clima “hipertropical”, com até 150 dias de seca quente até 2100.
Autoridades continuam monitorando a situação e investigando possíveis incêndios deliberados.
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