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Missas Separadas em Brasília
Na segunda-feira, 12 de outubro, Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro marcaram presença em missas distintas, em meio à intensa disputa presidencial. Lula participou de uma celebração reservada na capela do Palácio da Alvorada, acompanhado da primeira-dama e de membros de seu governo. Flávio compareceu à Catedral Metropolitana, convidado pelo cardeal Dom Paulo Cezar Costa. Os dois eventos ocorreram sem encontro entre os candidatos.
Controvérsia sobre a Padroeira
Durante o primeiro turno, circulou uma informação falsa alegando que Flávio Bolsonaro pretendia retirar o título de padroeira do Brasil de Nossa Senhora Aparecida. A afirmação foi rapidamente negada, mas continuou a repercutir na campanha. Lula citou o tema em manifestações públicas, reacendendo debates sobre o uso de símbolos religiosos na política.
Peregrinos no Santuário Nacional
Enquanto os candidatos participavam de missas em Brasília, mais de 100 mil fiéis se reuniram no Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida, no interior de São Paulo. Entre os presentes estavam o vice‑presidente Geraldo Alckmin, o ministro da Saúde Alexandre Padilha e outras autoridades. Milhares de peregrinos percorreram longas distâncias para agradecer graças e cumprir promessas religiosas.
Reação da Igreja Católica
O arcebispo Dom Mário Antônio da Silva fez um apelo contra o ódio e a intolerância, destacando a importância do diálogo e do respeito entre pessoas de opiniões políticas diferentes. A CNBB reafirmou que a Igreja não indica candidatos nem partidos, incentivando os eleitores a avaliar propostas com base em princípios de dignidade humana, justiça social e defesa da democracia.
Importância da Religião na Eleição
Segundo o Censo de 2022, 56,7% dos brasileiros com 10 anos ou mais se declaravam católicos, enquanto 26,9% eram evangélicos. A presença dos presidenciáveis em missas distintas ofereceu uma oportunidade simbólica de diálogo com um segmento expressivo do eleitorado, embora não haja garantia de mudança nas intenções de voto. O segundo turno está marcado para 25 de outubro, mantendo a relação entre religião e política como tema central da campanha.
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