Trocar a rainha pode marcar o fim de uma colônia de abelhas, propõe revisão científica

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Trocar a rainha pode marcar o fim de uma colônia de abelhas, propõe revisão científica

📸 Créditos da imagem: Unsplash

O ninho e a colônia não são a mesma coisa

O conceito de superorganismo compara uma sociedade de insetos a um corpo formado por partes especializadas. As abelhas desempenham funções que sustentam o conjunto, como reprodução, alimentação das crias e coleta de recursos.

Na revisão publicada em agosto de 2026, os pesquisadores defendem que a identidade desse conjunto depende da rainha e dos zangões com os quais ela acasalou. Uma nova rainha estabelece outra combinação genética, o que pode significar a sucessão de colônias distintas mesmo que o abrigo permaneça ocupado.

A rainha antiga leva a colônia materna consigo

Durante a enxameação, a rainha antiga sai com parte das operárias para procurar outro local, enquanto uma rainha jovem permanece no ninho original. Para os autores, a rainha jovem dá origem à colônia filha, enquanto o grupo que partiu representa a continuidade da colônia materna.

Essa leitura desloca o foco do endereço para a linhagem, permitindo que o abrigo antigo continue ocupado pela descendência, enquanto a unidade materna migra.

As operárias também ajudam na transição

O cuidado envolve fornecer alimento, proteção e um ninho já construído. As abelhas mais velhas orientam as novas coletoras por meio da dança das abelhas, transmitindo informações sobre fontes de alimento.

Bonhoff compara esse desenvolvimento ao de um organismo que depende de cuidados durante sua formação, usando a analogia para interpretar a organização coletiva.

A proposta questiona práticas da apicultura

A substituição artificial de rainhas para manter a produtividade pode interromper a identidade da colônia anterior, já que as últimas operárias passam a criar descendentes de outra rainha.

Isso altera a leitura de estudos sobre perdas e parasitas, exigindo separar a persistência do abrigo da sobrevivência de uma unidade biológica específica.

Uma revisão abre perguntas para novas pesquisas

O trabalho reúne e interpreta estudos anteriores, mas não apresenta um experimento que mostre que toda troca de rainha leva ao colapso de uma colmeia.

Suas implicações para o manejo e a resistência a parasitas precisam de investigação adicional, com métodos capazes de acompanhar rainhas, linhagens e deslocamentos ao longo do tempo.

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