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O Brasil enfrenta um impasse comercial expressivo em um dos mercados mais rentáveis e rigorosos para a exportação de proteínas. Desde o início de setembro, a emissão de certificados sanitários indispensáveis para a venda de produtos de origem animal à União Europeia foi interrompida, gerando apreensão em frigoríficos e pecuaristas em todo o país. Apesar das restrições imediatas, interlocutores governamentais demonstram otimismo em relação à superação do bloqueio nas próximas semanas.
O entrave transcende a esfera puramente comercial e insere-se no debate global sobre vigilância sanitária, rastreabilidade na pecuária e segurança alimentar, exigindo alinhamentos técnicos minuciosos entre Brasília e Bruxelas.
Brasil vê avanços nas negociações para recuperar o mercado europeu
O governo brasileiro sinalizou avanços nas conversas diplomáticas para reverter a suspensão dos envios. Durante encontro na Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Rosa, avaliou a paralisação como uma condição temporária e ressaltou a intensificação do diálogo com as autoridades europeias.
As tratativas técnicas são conduzidas diretamente pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), que trabalha para comprovar que os protocolos nacionais cumprem as novas determinações do bloco. Embora o governo evite estipular um calendário rígido para a normalização dos embarques, há confiança mútua na resolução das
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