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O Problema da Missão
Levar humanos a Marte é uma das missões mais complexas já realizadas. O maior desafio não é chegar ao planeta vermelho, mas garantir o retorno dos astronautas.
A Solução do MIT
Na equipe do Aerospace Plasma Group, a pesquisadora Lanie McKinney desenvolveu um pequeno reator de plasma frio que converte o dióxido de carbono marciano em oxigênio e monóxido de carbono.
Tecnologia do Reator
O sistema utiliza plasma não térmico, especificamente a descarga de barreira dielétrica repetitivamente pulsada em nanossegundos (NRP‑DBD). O CO₂ atravessa descargas elétricas rápidas que quebram as ligações moleculares, gerando oxigênio sem exigir temperaturas extremas.
- Requer apenas eletricidade
- Opera em temperaturas moderadas
- Adaptável a variações de energia
Desafios de Separação
O plasma produz uma mistura de produtos químicos; parte do oxigênio pode reagir novamente antes de ser coletado. O grupo está combinando o reator com uma membrana seletiva para retirar rapidamente o oxigênio, mas a durabilidade da membrana em ambientes reativos ainda precisa ser estudada.
Experimento MOXIE
A NASA já demonstrou a extração de oxigênio com o experimento MOXIE no rover Perseverance, gerando 122 g de oxigênio em testes de até 12 g/h. Contudo, uma missão tripulada exigiria escalas muito maiores.
Impacto na Missão
Produzir combustível em Marte reduziria drasticamente a carga transportada da Terra, aumentando a independência de futuras bases marcianas e diminuindo custos de combustível, espaço e dinheiro.
Estado Atual
O reator permanece em fase experimental. Questões de eficiência energética, durabilidade, separação contínua de oxigênio e operação a longo prazo precisam ser resolvidas antes de ser usado em missões reais.
Chegar a Marte será apenas a primeira metade da viagem; o retorno pode depender de transformar a própria atmosfera do planeta em combustível.
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