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Missão PRIMA
Mesmo com o James Webb e o Nancy Grace Roman ampliando os limites da astronomia, a NASA está desenvolvendo um novo telescópio espacial para investigar uma faixa do Universo que permanece praticamente inacessível.
Batizada de PRIMA (PRobe far-Infrared Mission for Astrophysics), a missão será dedicada ao infravermelho distante e poderá ajudar cientistas a investigar desde a formação de planetas até a evolução de galáxias e buracos negros supermassivos.
Objetivos científicos
- Compreender as origens das atmosferas planetárias;
- Descrever a coevolução das galáxias e dos buracos negros em seus centros;
- Acompanhar o acúmulo de poeira e metais ao longo do tempo cósmico.
Capacidade de observação
A PRIMA terá um telescópio de 1,8 metro e será capaz de observar o infravermelho distante, faixa que não pode ser estudada adequadamente a partir da superfície da Terra.
Essa faixa é importante porque muitos fenômenos cósmicos ocorrem dentro de regiões repletas de poeira, que absorve luz visível e ultravioleta e a reemite em infravermelho.
Parceria com Webb e Roman
Embora o Webb e o Roman sejam observatórios poderosos, eles não conseguem acessar a mesma faixa do infravermelho distante que a PRIMA explorará.
A nova missão poderá trabalhar em conjunto com o Roman, permitindo combinar dados e construir uma visão mais completa de como planetas, galáxias e buracos negros se formam e evoluem.
Participação brasileira
O telescópio da PRIMA tem custo estimado em US$ 1,2 bilhão (aproximadamente R$ 6,4 bilhões), sem incluir o lançamento e outros custos.
O que a PRIMA poderá descobrir
A missão investigará a história e evolução do Universo, ajudando a responder questões sobre a formação de galáxias, estrelas, planetas e buracos negros.
Possíveis descobertas incluem a origem das atmosferas planetárias, a chegada da água à Terra, a acumulação de poeira e elementos pesados, e a coevolução de galáxias e buracos negros supermassivos.
Com a PRIMA, os cientistas poderão medir a velocidade de formação de estrelas e buracos negros há cerca de dez bilhões de anos, além de usar a poeira para acompanhar o acúmulo de elementos no Universo ao longo do tempo.
Assim, a PRIMA complementa os observatórios já transformando a astronomia e fecha uma lacuna na compreensão do cosmos.
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