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Metodologia
O estudo analisou 32.782 amostras coletadas entre outubro de 2022 e setembro de 2025 na Catalunha, representando cerca de 9% da população local.
Cada amostra foi testada para até 18 vírus respiratórios, incluindo influenza, VSR, rinovírus, enterovírus, adenovírus e SARS‑CoV‑2.
Resultados
Os dados revelaram que 21.278 amostras (≈65%) foram positivas por pelo menos um vírus.
Influenza A manteve seu pico tradicional entre dezembro e fevereiro.
VSR também preferiu o período frio, chegando semanas antes da gripe.
Rinovírus e enterovírus apresentaram duas ondas, no outono e na primavera.
Adenovírus e coronavírus sazonais circularam quase o ano inteiro.
O SARS‑CoV‑2, contudo, exibiu picos majoritariamente no verão, entre a primavera e o final da estação quente.
Implicações
Esses achados questionam a prática de concentrar a vacinação contra covid no outono, junto à campanha de gripe.
Se as ondas de covid ocorrem antes, parte da população vulnerável pode receber a dose após o pico de circulação.
A OMS recomenda que cada país defina o momento mais adequado, considerando a epidemiologia local.
Conclusão
O calendário das doenças respiratórias não é fixo; ele continua se reorganizando após a pandemia.
O SARS‑CoV‑2 permanece a peça mais imprevisível desse quebra‑cabeça.
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