📸 Créditos da imagem: Originalmente, o game seria inteiro em primeira pessoa Foto: Nintendo/Divulgação
Lançado em 1998 para o Nintendo 64, The Legend of Zelda: Ocarina of Time não é apenas um dos jogos mais aclamados de todos os tempos, como também é o título que estabeleceu diversas das bases do design de jogos em 3D. Com a chegada eminente do remake para o Switch 2, é claro que o interesse pelo jogo se renovou novamente e, dessa vez, trouxe um público mais jovem que nunca tinha tido contato com o clássico antes. Aproveitando essa nova leva de fãs, nada mais justo do que relembrar algumas das grandes curiosidades sobre o The Legend of Zelda: Ocarina of Time original. Confira! 10 curiosidades sobre Ocarina of Time originalHá muito que pode ser dito sobre a versão original de Ocarina of Time, mas há algumas curiosidades especiais que muita gente não sabe até hoje.1.
O jogo seria jogado em primeira pessoaNas primeiras etapas de desenvolvimento, a equipe de Shigeru Miyamoto considerou fazer Ocarina of Time inteiramente em primeira pessoa. A ideia era permitir que os jogadores explorassem o mundo de Hyrule sob a perspectiva do próprio Link, economizando poder de processamento ao não precisar renderizar o modelo do personagem em tempo real. A ideia só foi descartada quando Miyamoto decidiu que o modelo de Link precisava ser visível para destacar a diferença visual entre sua versão criança e sua versão adulta.2.
Engine de Super Mario 64 foi usada no começo do desenvolvimentoOriginalmente, Ocarina of Time usaria a mesma engine de Super Mario 64. O plano inicial da Nintendo era concentrar todo o jogo dentro do Castelo de Ganon, usando portais e quadros nas paredes para transportar Link para diferentes dimensões e masmorras, exatamente como Mario viajava através dos quadros no castelo da Princesa Peach. Conforme a capacidade do cartucho aumentou, os desenvolvedores expandiram o conceito e criaram o vasto mapa do Hyrule Field.3.
O Arwing de Star Fox está escondido nos arquivos do jogoDentro do código-fonte da versão original de N64, existe um modelo totalmente funcional da nave Arwing da franquia Star Fox. A nave não era apenas uma sobra de arquivo, como ela possui inteligência artificial própria e padrões de vôo. Os desenvolvedores usaram o movimento da Arwing para testar os algoritmos de vôo e perseguição do chefe Volvagia na masmorra do Fire Temple.4.
Tema do Fire Temple refeito por questões religiosasNas primeiras edições do cartucho de N64 (versões 1.0 e 1.1), a música tema do Fire Temple continha uma gravação real com cânticos islâmicos em árabe. Quando a Nintendo percebeu que a inclusão acidental de conteúdo religioso violava suas próprias políticas internas, a faixa foi alterada às pressas nas edições posteriores (versão 1.2 e relançamento posteriores), substituindo os cânticos por vozes sintetizadas criadas pela equipe de áudio. Se tiver curiosidade, pode ouvir a versão original no vídeo acima.5.
Símbolo dos Gerudo alteradoOutra mudança marcante entre as primeiras revisões do jogo envolve o brasão do povo Gerudo (presente em blocos e no Mirror Shield). Nas versões iniciais, o símbolo era uma lua crescente com uma estrela, bastante semelhante ao símbolo do Islamismo. Para evitar controvérsias religiosas e culturais, a Nintendo alterou o escudo a partir das versões mais recentes e relançamentos posteriores para um novo símbolo abstrato exclusivo do universo Zelda.6.
Sangue vermelho alterado para verdeEm sua versão original 1.0 e 1.1, o chefe Ganon e o inimigo Dead Hand expeliam sangue vermelho durante a batalha. Como o jogo precisava manter a classificação indicativa para a família na época, a Nintendo alterou a cor do sangue para verde na versão 1.2 e removeu alguns detalhes das poças de sangue do Bottom of the Well.7. Nem mesmo Shigeru Miyamoto era fã da NaviA fadinha companheira de Link, Navi, é lembrada por muitos jogadores como uma das presenças mais irritantes do jogo e, ao que parece, nem seu criador discordava disso.
Em uma entrevista publicada no final dos anos 1990, Shigeru Miyamoto admitiu não gostar de Navi. Para ele, a personagem funcionava bem principalmente para jogadores que ficavam meses sem jogar e, ao retomar a aventura, precisavam ser lembrados do que deveriam fazer, uma espécie de sistema de dicas com personalidade própria, mesmo que nem sempre bem-vinda.8. A lenda urbana da TriforceDurante anos após o lançamento, a comunidade de jogadores criou teorias de que seria possível obter a Triforce completa no jogo. Fotos alteradas e boatos na internet alimentaram essa lenda urbana por décadas.
Foi somente com a chegada do datamining (análise do código do jogo) que se provou que a Triforce nunca esteve disponível como um item que poderia ser adquirido no código do jogo original.9. Link era para ser um personagem sem fadaNo planejamento inicial de Ocarina of Time, Link não teria uma fada companheira. A criação de Navi surgiu por uma necessidade técnica de programação, já que a equipe precisava de uma forma visual para indicar qual inimigo ou objeto o jogador estava travando com o botão Z (Z-Targeting).
A solução criada foi uma pequena esfera de luz voadora, que mais tarde ganhou asas, o nome Navi e se tornou central para a história do jogo.10. O mistério do Running ManNo mapa de Hyrule, existe um personagem conhecido como Running Man (o homem corredor). Na fase adulta do jogo, ele desafia Link para uma corrida a pé do Gerudo Valley até a entrada de Kokiri Forest.
Independentemente de quão rápido você seja ou de usar truques/máscaras de aceleração, é impossível vencê-lo. É claro que vários jogadores inventaram que existem métodos para ganhar a corrida, mas eventualmente ficou claro que não era verdade. O que acontece é que sempre chegará um segundo antes de Link, pois o tempo dele é programado para ser o tempo do jogador menos um segundo. Gostou de descobrir ou relembrar dessas curiosidades sobre Legend of Zelda: Ocarina of Time original?
nos dizendo se acredita que alguns desses elementos podem aparecer também no remake! Aproveite: enquanto aguarda o lançamento do Zelda Ocarina of Time, confira outras opções na AmazonEssa matéria não é patrocinada, mas contém links de parceiros. O TecMundo pode ganhar comissão pelas vendas geradas por meio desses links. Reiteramos nosso compromisso em indicar apenas produtos e promoções curados e selecionados pelos nossos especialistas, sempre levando em consideração a experiência dos nossos leitores.
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