📸 Créditos da imagem: da missão NISAR que mostra a lava do vulcão Krasheninnikov
Um forte terremoto na costa da Rússia, em julho de 2025, despertou o vulcão Krasheninnikov, que não entrava em erupção desde aproximadamente 1550. A atividade passou a ser monitorada pela missão NISAR, da NASA e da agência espacial da Índia. Com tecnologia de radar, o satélite registra as mudanças na paisagem mesmo durante a noite ou quando há nuvens. As imagens mostram a lava ocupando a parte mais profunda do vulcão e, depois, avançando pela encosta.
De olho no vulcão do espaçoApós o terremoto, o Krasheninnikov começou a expelir grandes quantidades de lava e material rochoso derretido. O NISAR passa sobre a região duas vezes a cada 12 dias, reunindo registros que mostram como a paisagem se transforma durante a erupção. Os cientistas juntaram as imagens feitas ao longo dos meses e criaram um vídeo acelerado, conhecido como time-lapse. Na sequência, a lava preenche a parte mais profunda do vulcão e depois transborda pela encosta, espalhando-se em formato de leque. Os registros também revelaram mais de um caminho percorrido pelo material vulcânico: O principal fluxo de lava segue em direção ao leste; Outro caminho de material vulcânico foi identificado a noroeste; A descoberta indica que o vulcão já havia começado a liberar lava antes do primeiro registro do satélite; As imagens permitem acompanhar as mudanças provocadas pela erupção ao longo dos meses.
Como o radar enxerga a lavaO NISAR não produz imagens convencionais. O satélite envia milhares de sinais de micro-ondas por segundo em direção à superfície da Terra e mede como eles atingem o solo e retornam ao equipamento. Depois, um computador processa essas informações para ajustar o foco e transformá-las em imagens de alta resolução. Como o sistema não depende de iluminação natural, consegue registrar a região também durante a noite.
As nuvens tampouco impedem a captação. Nas imagens, a lava aparece mais clara do que a neve e o terreno ao redor porque a superfície formada pelo material vulcânico reflete o sinal do radar com maior intensidade. O conjunto de registros também ajudou a identificar que a atividade vulcânica havia começado antes da primeira imagem feita pelo NISAR. O monitoramento mostra, ao longo dos meses, como a lava avançou pelo Krasheninnikov depois do terremoto que despertou o vulcão após cerca de cinco séculos de dormência.
Valdir Antonelli Valdir Antonelli é jornalista com especialização em marketing digital e consumo. Ver todos os artigos →
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