📸 Créditos da imagem: gorodenkoff/Getty Images
É difícil encontrar hoje alguém que não use computação em nuvem, mesmo sem perceber. Assistir a uma série na Netflix ou salvar um arquivo para acessar depois em outro aparelho são exemplos do dia a dia: por trás disso, servidores, armazenamento e softwares são entregues sob demanda pela internet, sem ocupar espaço no computador do usuário.
Como funciona a computação em nuvem e quais são seus tipos?
Por trás da computação em nuvem, existe uma espécie de ilusão de óptica da engenharia de software: a virtualização, um truque que divide a realidade física em realidades digitais independentes.
Essa base tecnológica — viabilizada pelos hipervisores modernos — permite organizar a computação em nuvem em três modelos de implantação: pública, privada e híbrida, cada um com custos, níveis de controle e formas de uso diferentes.
O que é nuvem pública?
Na nuvem pública, você usa uma estrutura que não é sua. Empresas como AWS, Google Cloud e Microsoft Azure mantêm enormes data centers funcionando e “alugam” pedaços dessa infraestrutura para vários clientes ao mesmo tempo.
O que é nuvem privada?
Já na nuvem privada, a infraestrutura é exclusiva. Em vez de dividir espaço com outras empresas, a organização tem um ambiente só dela — que pode ficar dentro das próprias instalações ou em um data center terceirizado, mas sempre isolado, sem compartilhar recursos com ninguém.
O que é nuvem híbrida?
Como o nome sugere, a nuvem híbrida combina infraestrutura própria (ou em uma nuvem privada) com serviços de nuvem pública.
Quando escolher cada tipo de nuvem?
A escolha da nuvem depende de equilibrar três coisas: o nível de controle que os dados exigem, o quanto o uso vai variar e quanto a empresa está disposta a investir.
- Nuvem pública: indicada para sites, aplicativos e serviços com demanda variável, além de equipes que preferem pagar apenas pelo que usam;
- Nuvem privada: voltada a organizações que precisam de mais controle sobre dados e sistemas, como as que lidam com informações reguladas, ou operações que exigem desempenho constante e previsível;
- Nuvem híbrida: própria para empresas sazonais, que mantêm dados críticos internamente e usam a nuvem pública apenas nos picos de demanda — técnica conhecida como cloud bursting.
Quais são as vantagens e os riscos da computação em nuvem?
A computação em nuvem traz ganhos claros de flexibilidade e custo, mas também expõe as empresas a riscos que variam conforme o modelo escolhido e o provedor contratado.
- Vantagens da computação em nuvem: escalabilidade sob demanda, redução de custos, alta disponibilidade e segurança avançada;
- Riscos da computação em nuvem: dependência de fornecedor, concentração de mercado, falhas em cascata e custos ocultos na nuvem privada.
O mercado de nuvem segue em expansão acelerada, puxado principalmente pela corrida da inteligência artificial.
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