📸 Créditos da imagem: CTIO/NOIRLab/DOE/NSF/AURA; processamento de imagem: D
Astrônomos registraram uma explosão estelar que não seguiu o roteiro esperado. A supernova SN 2026gzf surgiu com um brilho inicial de raios X, mas não apresentou os jatos e as explosões de raios gama normalmente associados a eventos desse tipo.
A observação deu aos cientistas uma visão rara sobre os instantes finais de uma estrela massiva e revelou que essas mortes cósmicas podem acontecer por caminhos diferentes.
Uma explosão que fugiu do padrão conhecido
O evento foi detectado em março de 2026 por uma sonda, que identificou um rápido sinal de raios X vindo de uma galáxia localizada a cerca de 500 milhões de anos-luz da Terra.
Depois de novas análises, o fenômeno foi classificado como a supernova SN 2026gzf, do tipo Ic de linhas largas.
Telescópios acompanharam a transformação da estrela
Telescópios espaciais e terrestres conseguiram acompanhar a evolução da explosão em diferentes comprimentos de onda.
Jillian Rastinejad, pesquisadora que liderou um dos estudos sobre o evento, explicou o que as observações revelaram: “Nossas observações permitiram estudar a física de três partes dessa explosão: o choque em raios X, a supernova e a interação da supernova com o material expelido anteriormente pela estrela”.
Principais descobertas do estudo
- A supernova não produziu jatos relativísticos nem explosões de raios gama.
- O primeiro brilho observado veio de um raro “shock breakout”.
- A estrela perdeu grandes quantidades de material antes da explosão.
- O fenômeno revela diferentes caminhos para a morte de estrelas massivas.
Os pesquisadores também encontraram sinais de várias camadas de material ao redor da estrela.
Essa característica permitiu analisar melhor o comportamento da estrela antes do colapso e entender como ela se preparou para o evento final.
Descoberta amplia visão sobre supernovas
A análise da SN 2026gzf indica que supernovas do tipo Ic de linhas largas não precisam obrigatoriamente produzir explosões de raios gama ou jatos próximos à velocidade da luz.
Para Gokul Srinivasaragavan, integrante da equipe de pesquisa, novas observações poderão mostrar se outras estrelas que perderam suas camadas externas passam por processos semelhantes.
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