📸 Créditos da imagem: NASA/JPL-Caltech
Pesquisa apresentada no COSPAR, a principal conferência mundial de pesquisa espacial, aponta que a combinação de minerais produzidos por micro-organismos na Terra e de matéria orgânica complexa, ambos encontrados pelo rover Perseverance da NASA, aumenta a probabilidade de Marte ter sido habitado no passado.
Uma pesquisadora do Observatório Arcetri disse que qualquer forma de vida marciana teria existido mais provavelmente como micro-organismos subterrâneos, protegidos da radiação que bombardeia a superfície do planeta e obtendo energia das próprias rochas.
Evidências indiretas e os limites da análise atual
Evidências indiretas e os limites da análise atual são ressaltados, pois a matéria orgânica encontrada tem estrutura alterada, o que dificulta rastrear sua origem.
Uma resposta definitiva só será possível quando as amostras coletadas em Marte puderem ser analisadas na Terra.
Missões futuras
Entre as missões futuras com maior potencial para avançar nessa investigação, destaca-se a ExoMars, conduzida pela Agência Espacial Europeia (ESA).
- O lançamento do rover Rosalind Franklin está previsto para 2028, com pouso na superfície de Marte esperado para 2030.
- Uma sonda inicial da missão, o Trace Gas Orbiter, já foi enviada em 2016 para estudar a atmosfera marciana.
- O objetivo central da missão é reunir evidências diretas para responder se Marte já abrigou vida.
O rover Perseverance iniciou a exploração da superfície marciana em 2021 em busca de traços de vida orgânica antiga.
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