Novo “bug do milênio” já tem data e pode afetar milhões de dispositivos

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Novo “bug do milênio” já tem data e pode afetar milhões de dispositivos

📸 Créditos da imagem: criada por inteligência artificial (ChatGPT / Olhar Digital)

O chamado “bug do milênio” ficou marcado como um dos maiores temores tecnológicos da virada do século. Embora o colapso global previsto para o ano 2000 nunca tenha acontecido graças a um esforço coordenado de empresas e governos, especialistas alertam que um problema semelhante já tem data para ocorrer: 19 de janeiro de 2038.

O que é o bug de 2038?

O problema está relacionado ao padrão de tempo conhecido como Unix Epoch, adotado por sistemas Unix e posteriormente incorporado a bancos de dados, protocolos de rede, linguagens de programação e até smartphones com Android e iOS.

Nesse modelo, a data não é armazenada em formato convencional, mas como o número de segundos transcorridos desde 1º de janeiro de 1970, às 00h00 UTC.

Nos sistemas que utilizam um inteiro assinado de 32 bits para armazenar esse valor, o limite máximo é de 2.147.483.647 segundos.

Quais problemas podem acontecer?

As consequências dependerão do tipo de equipamento afetado. Em situações simples, o erro pode passar despercebido.

Já sistemas que dependem de registros precisos de data e hora podem apresentar falhas graves. Especialistas apontam riscos, como:

  • Falhas em terminais de pagamento;
  • Erros em sistemas de segurança;
  • Funcionamento incorreto de equipamentos médicos;
  • Problemas em sistemas automatizados de iluminação, aquecimento e abastecimento de água;
  • Interrupções em equipamentos industriais e linhas de produção;
  • Falhas em veículos e dispositivos conectados.

Outro ponto considerado crítico envolve a criptografia. Grande parte das comunicações digitais atuais depende de certificados de segurança, que deixam de funcionar quando a data do dispositivo está incorreta.

Risco pode ser explorado por criminosos

Pesquisadores também alertam que o Y2K38 não deve ser tratado apenas como um defeito de software, mas como uma possível vulnerabilidade de segurança.

Em determinadas situações, invasores podem manipular o relógio de um equipamento para antecipar o erro, por exemplo, por meio da falsificação de servidores de sincronização de horário (NTP) ou até do envio de sinais falsos de GPS para dispositivos que dependem do horário fornecido por satélites.

Ainda há tempo para evitar o problema. A maior parte dos sistemas operacionais modernos já resolveu a limitação, adotando registros de tempo em 64 bits.

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