📸 Créditos da imagem: Fluxo de ataque (Reprodução/ReliaQuest)
Uma nova campanha de cibercrime utiliza redes Wi-Fi públicas de hotéis e centros de conferências para sequestrar contas do Microsoft 365 utilizadas por funcionários corporativos em viagens a negócios.
A operação compromete a infraestrutura de rede de estabelecimentos e redireciona os usuários para páginas falsas de autenticação, o que permite aos invasores capturar senhas e tokens de acesso sem a necessidade de enviar e-mails fraudulentos ou alterar os dispositivos atingidos.
Modus operandi
A tática apoia-se no comprometimento dos gateways: os equipamentos de rede que gerenciam o portal de acesso e distribuem a conexão aos hóspedes.
Os cibercriminosos aplicam a técnica de envenenamento de DNS, redirecionando os usuários para domínios sob seu controle, criados para simular a interface oficial do Microsoft 365.
Consequências
A invasão de um único dispositivo permite ao atacante redirecionar o tráfego de todos os convidados que acessam a rede naquele dia, sem precisar tocar em nenhum endpoint.
A investigação aponta que a investida consegue burlar, até mesmo, camadas de autenticação multifator (MFA).
Prevenção
Para conter a ameaça, os analistas recomendam que as organizações imponham o uso de rede virtual privada (VPN) de túnel completo e sempre ativa nos aparelhos corporativos.
- Exigir que todos os dispositivos corporativos utilizem uma VPN sempre ativa com configuração de túnel completo.
- Desativar o recurso de Descoberta Automática de Proxy Web (WPAD) no Windows.
- Instruir os funcionários a verificar rigorosamente os endereços web antes de inserir credenciais em redes públicas.
Essas medidas ajudam a mitigar o vetor de ataque e proteger as credenciais dos funcionários.
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