📸 Créditos da imagem: Brandon C
Inferno dos Dinossauros
Por décadas, a narrativa científica predominante sustentou que a extinção dos dinossauros, ocorrida há 66 milhões de anos, decorreu sobretudo de um rigoroso inverno que se estendeu por anos após a queda de um asteroide.
No entanto, uma nova pesquisa aponta para um desfecho ainda mais violento e imediato: tempestades de fogo globais capazes de assar até os grandes répteis em poucas horas.
O Impacto do Asteroide
O impacto do asteroide de aproximadamente 10 quilômetros de largura na Península de Yucatán, no México, evento que formou a cratera de Chicxulub, vaporizou volumes colossais de rocha.
Uma parcela desse material condensou-se em minúsculas gotículas rochosas (os esferulitos), que se espalharam pelo planeta e reentraram na atmosfera a velocidades de vários quilômetros por segundo.
Consequências do Impacto
Modelos computacionais anteriores indicavam que o atrito dessas partículas ao caírem geraria um forte pulso de radiação térmica, letal para animais desprotegidos e de pele fina, mas insuficiente para incendiar a vegetação do planeta de forma generalizada.
Agora, a análise de um novo estudo revela que esses cálculos ignoravam um elemento crucial: uma espessa camada de poeira fina de silicato, originada do vapor de rocha que não se condensou imediatamente em esferulitos.
Uma Estufa Mortal em Minutos
Segundo os pesquisadores, a poeira funcionou como um cobertor térmico isolante, impedindo que a radiação escapasse para o espaço e redirecionando o calor de volta para a superfície terrestre.
A estimativa é de que a intensidade do calor na superfície tenha sido 3,5 vezes maior do que se calculava considerando apenas a queda dos esferulitos.
Sobrevivência e Lacunas da Teoria
Os animais que conseguiram se abrigar debaixo da terra ou dentro da água tiveram maiores chances de resistir à onda de calor inicial.
Posteriormente, a mesma poeira que incinerou a superfície permaneceu em suspensão e bloqueou a luz solar por anos, desencadeando o “inverno de impacto” prolongado ao qual tradicionalmente se atribui a extinção em massa.
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