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Uma juíza federal afirmou, durante audiência realizada nesta quinta-feira, que o governo de Donald Trump não apresentou evidências suficientes para justificar a classificação da Anthropic como risco à cadeia de suprimentos nem para sustentar a proibição de uso da tecnologia da empresa pelo governo federal.
A informação foi reportada inicialmente. A audiência integra um dos dois processos que a Anthropic abriu contra o Departamento de Defesa em março, contestando tanto a proibição quanto a designação de risco.
O que originou o conflito
O impasse tem origem em negociações contratuais estagnadas entre a Anthropic e o Departamento de Defesa. A empresa declarou que não queria ver sua inteligência artificial (IA) utilizada para vigilância em massa de cidadãos estadunidenses nem em decisões de mira ou disparo de armas letais, argumentando que a tecnologia não estava pronta para esses usos.
O Pentágono rebateu que uma empresa privada não deveria ditar ao militar como usar tecnologias e afirmou que faria uso das ferramentas de forma “legal”.
Raciocínio perturbador
A juíza Rita Lin classificou esse raciocínio como “realmente perturbador”, alertando que ele poderia criar um precedente de retaliação contra contratantes federais que discordem da administração.
A juíza Lin concordou, declarando não ver prova de que a empresa seria capaz de alterar um modelo já entregue ou de “acionar algum tipo de interruptor de desligamento”.
Decisão
Lin havia bloqueado temporariamente a proibição em março. Agora, ela avalia se tornará essa decisão permanente.
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