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Descoberta Histórica
Os pesquisadores obtiveram a primeira evidência molecular direta da varíola, transportada inadvertidamente do Velho para o Novo Mundo, exterminando incontáveis milhões de pessoas na Mesoamérica e na América do Sul.
Essa descoberta foi possível graças à recuperação de DNA viral antigo das múmias de duas pessoas que morreram durante o início do período colonial espanhol em uma comunidade inca no norte do Chile.
Consequências da Varíola
A varíola é causada por um vírus e foi uma das doenças infecciosas mais devastadoras da história da humanidade, afetando as populações humanas por pelo menos 1.500 a 2.000 anos.
Estima-se que tenha matado centenas de milhões de pessoas antes de ser erradicada por meio de uma campanha global de vacinação em 1980.
Detalhes da Descoberta
As duas pessoas cujos corpos apresentavam o patógeno da varíola viviam na região sul do antigo Império Inca, em um local próximo à costa do Pacífico, perto da enseada de Camarones, no Chile.
Uma delas era uma mulher de 30 a 35 anos, e a outra era um homem de 18 a 20 anos.
- Os indivíduos foram mumificados naturalmente e enterrados em embrulhos, envoltos em cobertores de lã de camelídeos e acompanhados por diversos objetos funerários.
- A mumificação natural ocorreu sem alterações químicas ou físicas, diferentemente das múmias egípcias.
Impacto e Legado
A varíola causou um golpe psicológico, levando muitos indígenas a sentir que seus deuses tradicionais os haviam abandonado ou eram impotentes diante de qualquer força espiritual que auxiliasse os invasores espanhóis.
A disseminação rápida e mortal da varíola contribuiu para o colapso populacional cataclísmico e ajudou os espanhóis a derrotar o Império Asteca, as cidades-estado maias e o Império Inca.
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