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A computação quântica e a segurança digital
A crescente discussão sobre os impactos da computação quântica na segurança digital tem chamado a atenção de empresas, governos e especialistas em tecnologia.
Embora o tema tenha ganhado destaque recentemente em razão dos possíveis riscos para as criptomoedas, os efeitos dessa evolução vão muito além do mercado financeiro e podem atingir toda a infraestrutura digital utilizada atualmente para proteger dados, comunicações e transações eletrônicas.
Os riscos da computação quântica
Os algoritmos criptográficos empregados hoje para garantir a segurança de sistemas bancários, hospitais, indústrias, órgãos públicos e empresas de diversos setores poderão, no futuro, tornar-se vulneráveis à capacidade de processamento dos computadores quânticos.
Essa área, conhecida como criptografia pós-quântica, já é alvo de estudos há anos por várias organizações ao redor do mundo.
Preparação para a transição
A preparação para essa transição deve começar antes que a tecnologia esteja amplamente disponível.
A migração para novos padrões de segurança tende a ser um processo gradual e complexo, que envolve identificar onde a criptografia é utilizada, priorizar sistemas críticos, atualizar aplicações e garantir que a infraestrutura tecnológica esteja preparada para futuras mudanças.
Dados roubados para serem lidos no futuro
Outro ponto que vem ganhando relevância é o conceito conhecido como “Store Now, Decrypt Later”.
A estratégia consiste em capturar hoje informações protegidas por criptografia para armazená-las e, no futuro, descriptografá-las quando tivermos computadores criptograficamente relevantes.
- Dados considerados seguros atualmente podem permanecer expostos caso tenham valor estratégico por muitos anos.
- Informações financeiras, propriedade intelectual, pesquisas, projetos industriais, registros governamentais e dados pessoais sensíveis.
Diante desse cenário, especialistas defendem que a discussão não deve se limitar às criptomoedas.
Empresas que possuem ações negociadas nos Estados Unidos, por exemplo, terão que atender requisitos de segurança impostos pelos norte-americanos.
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