📸 Créditos da imagem: Sitthiphong/Getty Images
Sofrendo com a falta de capacidade computacional, a Meta teve um pedido de ampliação de acesso aos modelos de IA Gemini negado pelo Google, que alegou não ser possível atender à demanda solicitada. O impasse entre as duas empresas teria acontecido em março, como noticiou o Financial Times no domingo (28). Embora seja concorrente direta da gigante das buscas, a dona do Facebook depende de tecnologia fornecida pela rival em uma série de processos internos. Conforme a publicação, ela usa o Gemini para atividades como programação e desenvolvimento de software, suporte a chatbots usados pela equipe, atendimento a clientes e automação de processos de segurança, entre outras. Projetos afetados e adaptações no trabalhoCom o Google limitando o acesso da Meta aos modelos Gemini, vários projetos da empresa envolvendo inteligência artificial (IA) acabaram sofrendo atrasos nos últimos meses, segundo a reportagem.
Dessa forma, adaptações foram necessárias para evitar problemas maiores. Funcionários teriam sido orientados a reduzir o consumo de tokens, unidades que medem o processamento realizado pelos modelos de IA; A ideia é tornar a utilização da tecnologia mais eficiente, devido à restrição, ao mesmo tempo em que reduz-se a dependência dos recursos fornecidos pelo Google; Diversos outros clientes da companhia de Mountain View também teriam sido afetados pelas limitações, mas em menor escala; Google e Meta foram procurados pela Reuters, mas não responderam aos pedidos para comentar a negativa de ampliação do poder de processamento fornecido. A dependência cada vez maior de poder computacional para garantir recursos avançados de IA vem causando gargalos de processamento. Mesmo com investimentos bilionários em data centers e chips, a infraestrutura disponível atualmente ainda não consegue suprir toda a demanda. Essas limitações de capacidade computacional afetaram a receita do Google Cloud, que registrou US$ 20 bilhões no primeiro trimestre de 2026, o equivalente a R$ 103 bilhões pela cotação do dia. Segundo o CEO da companhia, Sundar Pichai, a quantia teria sido maior se o serviço conseguisse atender a toda a demanda existente. De olho no setor, a Qualcomm lançou o Dragonfly, seu primeiro processador 100% voltado para data centers de IA.
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