📸 Créditos da imagem: Mercari/Reprodução
Durante décadas, o nome Sharp foi um dos vários sinônimos de eletrônicos no Brasil. Televisores, videocassetes, micro-ondas, aparelhos de som e calculadoras eram só alguns dos destaques da marca, em especial dos anos 1980 em diante.
A origem da Sharp
A Sharp nasce oficialmente em 1912 na cidade japonesa de Tóquio como uma loja de produtos de metal fundada por Tokuji Hayakawa. Após a marca criar produtos como um cinto ajustado que não tinha buracos na tira de couro, uma lapiseira vira o primeiro grande projeto do grupo.
A entrada da Sharp em eletrônicos
A entrada da companhia em eletrônicos começa por volta de 1925, quando ela começa a pesquisar a ainda pouco comum tecnologia do rádio no Japão e lança produtos bem aceitos no país. Em 1953, a Sharp foi a responsável por lançar o primeiro televisor produzido no Japão.
A queda da Sharp japonesa
A partir dos anos 2000, a participação de mercado da Sharp em TVs e outros eletrônicos despencou com mudanças no mercado e trocas no comando. Ela chegou a lançar modelos de renome, como o J-SH04, um dos primeiros celulares com câmera embutida do mundo, e a linha Aquos de eletrônicos, passando por televisores e celulares.
A Sharp brasileira
A Sharp do Brasil nasce em 1969, quando o empresário Matias Machline consegue uma autorização oficial para usar o nome no país depois de alguns anos com um empreendimento diferente. Ou seja, a atuação da marca se deu de forma independente, apesar do braço nacional prosperar em setores parecidos que a empresa original.
A derrocada da Sharp brasileira
A Sharp foi uma das várias fabricantes nacionais a sofrer os impactos negativos da abertura econômica do mercado brasileiro pelo então presidente Fernando Collor de Melo, com a concorrência internacional sendo implacável contra a marca. Já sem Machline, que faleceu em um acidente em 1994, a Sharp do Brasil pede concordata em 2000 e teve a falência decretada dois anos depois.
A atualidade da Sharp
A Sharp original, nascida no Japão e ainda sob o controle da Foxconn, segue em atividade. Ela tem registrado números relativamente positivos em 2026, inclusive gerando lucro; A divisão de displays segue em operação, apenas de hoje operar no vermelho, enquanto o foco dela está em produtos corporativos e, em alguns mercados, ainda com eletrodomésticos; Já a Sharp do Brasil, aquela que fez fama sem relação com a original, de fato não existe mais.
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