Pás de helicópteros da Nasa que vão a Marte em 2028 rompem barreira do som

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Pás de helicópteros da Nasa que vão a Marte em 2028 rompem barreira do som

📸 Créditos da imagem: Unsplash

Em um avanço notável para a exploração espacial, as pás dos helicópteros que a NASA planeja enviar a Marte em 2028 romperam a barreira do som durante uma série de testes cruciais realizados em março. Este feito representa um salto significativo na capacidade de voo em atmosferas extraterrestres, abrindo caminho para missões mais ambiciosas no Planeta Vermelho.

Os testes, totalizando 137 sessões, foram conduzidos em uma câmara de última geração no Laboratório de Propulsão a Jato (JPL) da NASA, no sul da Califórnia. Esta instalação é capaz de simular com precisão a atmosfera rarefeita de Marte, garantindo que os resultados sejam o mais próximos possível das condições reais que as aeronaves enfrentarão.

Durante as avaliações, as pontas dos rotores atingiram a impressionante velocidade de Mach 1.08, o que significa 8% acima da velocidade do som. O mais impressionante é que essa velocidade foi alcançada sem que as pás sofressem qualquer dano estrutural. Como resultado direto, a capacidade de sustentação dos futuros helicópteros marcianos aumentou em 30%, permitindo que transportem instrumentos científicos mais pesados e baterias maiores por distâncias consideravelmente maiores.

O principal objetivo por trás desses desenvolvimentos é superar as limitações do Ingenuity, o primeiro helicóptero a realizar um voo controlado em outro planeta. O Ingenuity fez história em 19 de abril de 2021, em Marte, e, embora fosse inicialmente um protótipo projetado para verificar a viabilidade de voo em uma atmosfera tão rarefeita, ele superou todas as expectativas, completando 72 voos ao longo de quase três anos de operação.

Diferente do Ingenuity, que foi uma demonstração tecnológica pioneira e não carregava instrumentos científicos, os projetos futuros, como o recém-anunciado SkyFall e outras possíveis aeronaves, serão projetados para transportar cargas úteis. Isso permitirá a coleta de dados valiosos em apoio a futuras missões, tanto robóticas quanto humanas, aproveitando as vantagens únicas da exploração aérea em baixa altitude.

Al Chen, gerente do Programa de Exploração de Marte no JPL, enfatizou os desafios envolvidos: “A NASA teve um ótimo desempenho com o helicóptero Ingenuity, mas estamos exigindo que essas aeronaves de próxima geração façam ainda mais no Planeta Vermelho. Isso não é fácil. Embora tudo em Marte seja difícil, voar lá é praticamente a coisa mais difícil que se pode fazer. Isso porque sua atmosfera é incrivelmente rarefeita, o que dificulta gerar sustentação, e ainda assim Marte tem gravidade significativa. ”

Com apenas 1% da densidade da atmosfera terrestre, voar em Marte exige rotações extremamente altas dos rotores. Os engenheiros precisaram testar as pás girando a até 3.750 rotações por minuto (rpm) e enfrentando ventos simulados, superando o “comportamento imprevisível” que ocorre próximo à barreira do som, um fenômeno complexo que exige engenharia de ponta.

Impacto para o Futuro da Exploração Marciana

O projeto SkyFall, em particular, planeja enviar três helicópteros avançados a Marte em dezembro de 2028. Esta nova geração de tecnologia aérea permitirá explorar terrenos que os rovers têm dificuldade de alcançar e coletar dados com um nível de detalhe que os orbitadores não conseguem igualar, preenchendo lacunas críticas no conhecimento sobre o planeta.

Durante a fase de testes, foram avaliados rotores de três pás e de duas pás, sendo este último mais longo. O design de duas pás demonstrou um desempenho superior, alcançando velocidades supersônicas com menos rotações por minuto, o que otimiza a eficiência e a durabilidade da aeronave em um ambiente tão hostil.

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