Documentos roubados da Foxconn cobrem detalhes de servidores da Apple

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Documentos roubados da Foxconn cobrem detalhes de servidores da Apple

📸 Créditos da imagem: de wolterke / Depositphotos

A Apple foi, de fato, impactada por um ataque de ransomware sofrido pela Foxconn, um de seus principais parceiros de fabricação. A confirmação veio após a divulgação de amostras adicionais de conteúdo roubado, que incluem documentos confidenciais detalhando projetos de servidores da gigante de tecnologia.

Mais de 30 documentos confidenciais da Apple, supostamente genuínos, foram obtidos. Entre eles, destacam-se esquemas que detalham projetos de componentes de servidores da empresa, com datas que variam do fim de 2025 e março de 2026, além de outros mais antigos, datados entre 2020 e 2023. Essa amplitude temporal oferece uma visão abrangente das estratégias de hardware da companhia.

Um dos arquivos mais significativos revelados é uma visão geral do projeto interno conhecido como “Matterhorn”. Este documento detalha as configurações de servidores que utilizavam as plataformas Whitley e Eagle Stream, ambas da Intel, fornecendo um panorama sobre a infraestrutura de processamento da Apple em um período específico.

Os servidores de ponta descritos nesses documentos eram equipados com hardware robusto. Eles apresentavam duas unidades centrais de processamento (CPUs) Intel Ice Lake de 32 núcleos, também conhecidas como Intel Xeon Scalable de 3ª geração, operando a 2,2GHz. Além disso, contavam com 24 pentes de memória de acesso aleatório (RAM) DDR4 de 128GB cada.

A configuração incluía ainda unidades de processamento gráfico (GPUs) NVIDIA T4 e múltiplas unidades NVMe de 8TB, entre outros componentes essenciais. Esses detalhes técnicos sublinham a capacidade de processamento e armazenamento que a Apple empregava em sua infraestrutura de servidores.

Embora essas configurações baseadas em tecnologia Intel provavelmente já tenham sido substituídas por variantes mais poderosas do Apple Silicon, os documentos oferecem uma visão única e valiosa da capacidade de processamento utilizada pela Apple até então. É um registro histórico da evolução tecnológica interna da empresa.

A preocupação agora se volta para a possibilidade de o grupo responsável pelo ataque, conhecido como Nitrogen, possuir detalhes adicionais sobre os novos servidores com Apple Silicon. Informações como layouts de placa-mãe, configurações específicas e o número total de servidores produzidos poderiam gerar sérios problemas para a Maçã, permitindo que empresas rivais copiem seus projetos e minem sua vantagem competitiva.

O incidente na Foxconn não se limitou apenas à Apple. O grupo de ransomware também conseguiu roubar documentos relacionados a projetos confidenciais de outras grandes empresas de tecnologia, incluindo AMD, Broadcom, Google, Intel, Hewlett-Packard (HP), Micron, NVIDIA, Samsung e Seagate, evidenciando a escala e a gravidade do ataque cibernético.

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