📸 Créditos da imagem: Gabriel Pérez Díaz, SMM/IAC
Ao longo da última década, cientistas acreditavam ter uma resposta sólida para essa pergunta.
Um novo estudo questiona a visão
Um novo estudo da Universidade McMaster, no Canadá, questiona essa visão.
As pesquisas anteriores focavam em estrelas semelhantes ao Sol, que são minoria na galáxia.
A maior parte das estrelas é formada por anãs vermelhas, também chamadas de anãs M, menores, mais frias e menos brilhantes.
Um novo cenário
Esse cenário mudou com o Satélite de Pesquisa de Exoplanetas em Trânsito (TESS).
O ‘caçador de mundos alienígenas’ da NASA mapeia diferentes regiões do céu a cada 28 dias, completando um levantamento amplo em cerca de dois anos.
Os resultados
Com esses dados, os responsáveis pela nova pesquisa analisaram diretamente quais tipos de planetas orbitam as anãs M.
Os resultados revelaram uma surpresa importante.
Em anãs vermelhas de estágio intermediário a tardio, os sub-Netunos praticamente desaparecem.
Em vez disso, predominam as super-Terras.
Uma explicação tradicional
Uma explicação tradicional para a diferença entre esses planetas é a fotoevaporação.
Nesse processo, a radiação intensa de estrelas jovens remove a atmosfera de planetas gasosos, deixando apenas um núcleo rochoso.
Uma nova hipótese
Diante disso, os pesquisadores sugerem outra hipótese.
A formação planetária ao redor dessas estrelas pode favorecer, desde o início, mundos com maior quantidade de água, em vez de planetas envoltos por gases.
Conclusão
Os resultados mostram que entender os planetas mais comuns da galáxia exige olhar além de estrelas como o Sol e focar nas mais numerosas.
Em outras palavras: se você escolher um planeta ‘ao acaso’ na galáxia, as chances maiores são de ele ser uma super-Terra, não um sub-Netuno.
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