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Ações da Meta caem após balanço do 1º trimestre
Receita supera previsões, mas usuários ativos decepcionam
As ações da Meta registraram queda nas negociações após o fechamento do mercado nesta quarta-feira. O movimento negativo ocorre após a gigante das redes sociais apresentar números de crescimento de usuários abaixo das projeções de Wall Street, além de sinalizar investimentos massivos em infraestrutura para o restante do ano.
A receita da Meta foi de US$ 56,3 bilhões, um salto de 33% em relação ao ano anterior, superando os US$ 55,45 bilhões estimados por analistas. O lucro líquido foi de US$ 26,8 bilhões, mas o número inclui um benefício fiscal de US$ 8,03 bilhões vinculado a ajustes tributários antigos.
No entanto, o mercado reagiu negativamente aos dados de engajamento. A métrica de Pessoas Ativas Diárias (DAP) ficou em 3,56 bilhões — abaixo dos 3,62 bilhões esperados.
A Meta justificou a queda trimestral citando interrupções de internet no Irã e restrições de acesso ao WhatsApp na Rússia.
Meta eleva projeção de gastos com foco em IA
Outro ponto que pesou no sentimento do mercado foi a revisão dos gastos de capital (capex). Embora o gasto no primeiro trimestre tenha sido de US$ 19,84 bilhões, a empresa elevou drasticamente sua previsão para o fechamento de 2026.
A Meta agora estima que o capex anual ficará entre US$ 125 bilhões e US$ 145 bilhões.
Investimentos em IA e cortes de pessoal
A empresa continuou a investir em inteligência artificial generativa, com um investimento de US$ 14,3 bilhões na Scale AI e a reformulação de sua unidade de IA, agora chamada de Meta Superintelligence Labs.
A Meta também confirmou a demissão de cerca de 10% de sua equipe (8 mil funcionários) e o cancelamento de 6 mil vagas abertas.
O cenário macroeconômico global preocupa Wall Street, com a alta nos preços do petróleo e os problemas na cadeia de suprimentos causados pelo conflito armado no Irã.
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