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Fim dos designers? Nova IA atiça debate entre ameaça ou aliada da profissão
A Anthropic, criadora do chatbot Claude, apresentou uma nova ferramenta de IA capaz de gerar designs completos e editáveis, apresentações, protótipos de aplicativos, carrosséis para redes sociais e até sites inteiros com um nível de precisão e qualidade inéditos até então: o Claude Design.
O que aconteceu
A Anthropic lançou em 17 de abril o Claude Design, subproduto da plataforma Claude especializado na criação de designs, decks de apresentação, protótipos de aplicativos e sites inteiros a partir de prompts em linguagem natural, disponível em ‘prévia de pesquisa’ para assinantes Pro, Max, Team e Enterprise da ferramenta.
A ferramenta utiliza o Claude Opus 4.7, um dos modelos mais recentes da empresa e divulgado como mais poderoso do que seus antecessores, inclusive na inteligência visual.
IAgora?
Nas primeiras experiências práticas, o Claude Design realmente impressiona, mesmo em comparação com ferramentas semelhantes, como o citado Google Stitch.
Em dois testes, na melhoria visual de uma série de slides e na reformulação de um site pessoal com poucas páginas, o modelo conseguiu entregar produtos bem mais refinados que os materiais que lhe serviram de base.
Ele não gerou apenas visuais harmoniosos, com paletas de cores contextualizadas e tipografias elegantes, mas foi capaz de produzir storytelling visual coerente, o que talvez seja uma de suas principais fortalezas.
O custo é alto: os dois trabalhos consumiram todo o limite semanal de uma conta Pro de 20 dólares mensais, apesar de ser possível comprar mais créditos.
Então esse tipo de atividade ainda é menos acessível do que a experiência regular com grandes modelos de linguagem – e isso vem em um momento em que o Claude sofre críticas de usuários por limitações em tokens gastos e queda de qualidade.
Há outras questões mais sutis: mesmo nos primeiros testes (sem o uso de um sistema de design próprio ou referências mais explícitas), é possível notar um ‘estilo Anthropic’ de design nas entregas feitas pelo Claude.
Isso gera o risco, com o tempo, de um fenômeno semelhante no design ao que vemos em textos produzidos por IA, em que há uma ‘homogeneização estilística’ e um consequente empobrecimento da variedade da paleta de ‘traços’ e estilos humanos.
Por ora, parece que o designer profissional humano altamente especializado está seguro – principalmente aqueles capazes de colocar sua marca criativa.
Mas no cotidiano quase fabril de times de design em empresas de todos os tamanhos, espremidos por orçamentos e prazos apertados, a realidade da demanda por eficiência pode ser mais brutal e a propagação de ferramentas poderosas como o Claude Design parece quase inevitável, estreitando o mercado de trabalho.
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