📸 Créditos da imagem: Reprodução/Baixaki
Que Fim Levou o uTorrent?
Uma História de Sucesso e Controvérsias
O download de arquivos via torrent já é popular há bastante tempo. O protocolo de transferência de arquivos BitTorrent existe desde 2001 e o The Pirate Bay, primeiro grande site de sucesso na área, nasceu dois anos depois.
Para quem já é veterano nessa tecnologia, um programa em especial tende a ser o mais citado como o favorito de muita gente: o uTorrent, clássico de quem buscava um cliente para baixar e gerenciar o download desses arquivos.
Nos últimos anos, entretanto, ele é cada vez menos recomendado por quem ainda recorre ao download de torrents e magnets, em especial por uma série de decisões polêmicas dos responsáveis pelo projeto.
O Início de uma Lenda
O uTorrent na verdade se chama μTorrent — ou “Mi Torrent”, na pronúncia da letra do alfabeto grego usada no nome no programa.
O símbolo é normalmente usado para indicar “micro” e, neste caso, a ideia é reforçar que o software é leve e não consome muitos recursos do computador durante o uso.
O cliente para download de arquivos peer-to-peer (P2P) foi desenvolvido pelo programador sueco Ludvig Strigeus, o ludde, para solucionar um problema da época.
Todos os demais softwares do ramo eram pesados e exigiam bastante memória para seguir funcionando.
A Controvérsia
Os problemas envolvendo o programa começam em 2012 por causa de uma decisão estratégia.
Neste ano, a empresa BitTorrent anuncia que começaria a exibir anúncios na versão gratuita do μTorrent, o que rapidamente irritou a base de usuários que por anos usou o programa sem esse inconveniente.
Nos anos seguintes, ele passa a ser sinalizado como malware em potencial por plataformas de cibersegurança como o Windows Defender, nativo no sistema operacional da Microsoft.
O motivo é o uso do OpenCandy, uma biblioteca de instalação que exibe anúncios indesejados, muda a página inicial de navegadores e faz outras alterações no computador sem a devida autorização.
O Que Aconteceu com o uTorrent?
O μTorrent ainda existe, pode ser baixado gratuitamente e segue bastante popular em taxa de downloads.
Porém, ele não tem mais a mesma parcela de relevância ou reputação no mercado do que na década passada, muito pelas polêmicas envolvendo o software.
Atualmente, ele existe em três versões:
o µTorrent Classic, que é o programa tradicional para PCs (Windows, macOS e Linux);
o µTorrent Android, uma versão para tablets e smartphones com o sistema operacional da Google;
e o µTorrent Web, que transmite direto no navegador o arquivo de mídia escolhido, em vez de fazer o download tradicional.
Baixar o software segue gratuito, com planos pagos que trazem mais benefícios e removem os anúncios.
Ainda assim, ele hoje está longe de ser tão recomendado quanto concorrentes que nos últimos anos ganharam mais espaço, como o qBittorrent.
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