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O CEO do Pinterest, Bill Ready, se manifestou favorável à proibição de menores de 16 anos nas redes sociais, apoiando a medida adotada na Austrália e que vem influenciando outros países. Ele abordou o tema em artigo publicado na Time, na última sexta-feira (20).”Precisamos de um padrão claro: nada de redes sociais para adolescentes menores de 16 anos, respaldado por fiscalização efetiva e responsabilização dos sistemas operacionais de celulares e dos apps que nele funcionam”, defendeu. Sua opinião difere de outros executivos do setor. Ambiente inseguro para menoresNo texto intitulado “Governos deveriam proibir o uso de redes sociais por crianças menores de 16 anos”, Ready crítica o acesso irrestrito deste público às plataformas online. Ele argumenta que esses apps, da forma como foram projetados, não oferecem segurança aos pequenos usuários. De acordo com o executivo, as big techs não levaram em consideração as consequências de liberar a presença de crianças e adolescentes nesses ambientes; A frequente exposição a desconhecidos que frequentam as mesmas redes e a indução ao vício em telas estão entre os problemas relatados; O CEO também fala em “aumento da ansiedade e da depressão, diminuição da concentração e salas de aula competindo pela atenção” com os celulares como outros efeitos das redes sociais;”Nos tribunais, vimos como as empresas priorizam o lucro em detrimento em detrimento da segurança dos jovens, às vezes com resultados trágicos”, se referindo a julgamentos envolvendo as gigantes da tecnologia. O artigo aponta, ainda, a integração de bots de IA às plataformas, que na visão do autor influenciam emoções, comportamentos e identidades.
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