IA supera mudança climática entre as maiores preocupações de especialistas em riscos

📡 Fonte: Gizmodo 🏷️ Inteligência Artificial 🤖 Auto
IA supera mudança climática entre as maiores preocupações de especialistas em riscos

📸 Créditos da imagem: Unsplash

A inteligência artificial e o uso de grandes volumes de dados chegaram ao topo das preocupações dos especialistas ouvidos pelo Future Risks Report 2026. É a primeira vez que essa categoria lidera o levantamento da seguradora AXA, realizado em parceria com a Ipsos. A mudança deslocou o clima para a segunda posição entre os profissionais consultados, enquanto a população manteve a questão climática como sua principal preocupação.

O resultado representa uma mudança na percepção de ameaças emergentes. A pesquisa reúne avaliações sobre possíveis impactos na sociedade, sem calcular diretamente qual risco provocará mais danos. Uma escalada rápida no ranking Na edição anterior, inteligência artificial e big data ocupavam o quarto lugar entre os especialistas.

Em 2026, passaram à primeira posição. Entre o público geral, o avanço também foi expressivo: a categoria saltou do sétimo para o segundo posto. Segundo a apresentação do relatório pela AXA, o estudo acompanha ameaças emergentes que podem transformar a sociedade em um horizonte de cinco a dez anos.

A edição de 2026 ouviu 4.345 especialistas de 62 países e regiões, além de 24 mil pessoas representativas da população de 19 países. Os participantes classificaram 20 grandes riscos conforme seu impacto potencial. A dimensão da consulta ajuda a comparar prioridades entre grupos.

Ainda assim, seus resultados descrevem as opiniões dos entrevistados naquele período, e não uma previsão inevitável sobre o futuro. Governos parecem pouco preparados A velocidade da transformação tecnológica ajuda a explicar a preocupação. Entre os especialistas que colocaram a IA em sua lista de principais riscos, 54% a consideraram uma ameaça que emerge rapidamente.

Nesse mesmo recorte, apenas 9% avaliaram que as autoridades públicas estavam bem preparadas para enfrentá-la. Na Europa, a proporção caiu para 3%, conforme o comunicado da AXA. O contraste sugere uma sensação de descompasso: a tecnologia avança enquanto as estruturas destinadas a supervisionar seu uso parecem insuficientes aos olhos dos entrevistados.

Essa percepção não se limita a cenários extremos. Ela também envolve decisões e aplicações que já afetam o cotidiano. Emprego, direitos e decisões difíceis de explicar Segundo os dados do relatório apresentados pelo Infobae, 34% dos especialistas e do público que apontaram preocupações com IA citaram direitos humanos, vieses e uso inadequado de dados.

O emprego apareceu entre os motivos de inquietação para 28% dos especialistas e 30% do público. Outro destaque foi o chamado efeito de “caixa-preta”: a dificuldade de compreender como um sistema chega a determinada decisão. Esses receios mostram que a discussão vai além da capacidade técnica dos modelos.

Também importa saber quem responde por seus resultados, como contestar uma decisão automatizada e quais mecanismos reduzem possíveis danos. Entre os especialistas consultados, reforçar a regulamentação e melhorar as estruturas de gestão de riscos apareceram como medidas prioritárias, com 40% e 36%, respectivamente. O clima continua no centro das preocupações A ascensão da IA não apagou o temor com a mudança climática.

Entre a população, o clima permaneceu em primeiro lugar em todas as faixas etárias, como destaca a síntese publicada pela Ipsos. Entre os especialistas, depois de IA e clima, apareceram instabilidade geopolítica, riscos cibernéticos e riscos energéticos. O ranking reúne, portanto, ameaças que podem se cruzar e ampliar seus efeitos.

A principal mensagem do levantamento é a mudança de prioridades acompanhada de uma baixa confiança na capacidade de resposta. A IA ganhou espaço nas preocupações, mas o desafio continua sendo preparar instituições para lidar com vários riscos ao mesmo tempo.

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