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Snap, empresa responsável pelo Snapchat, chegou a um acordo com dois adolescentes que acusavam a plataforma de estimular o uso compulsivo de redes sociais e contribuir para problemas de saúde mental.
O entendimento foi anunciado nesta segunda-feira (2), durante julgamento nos Estados Unidos que poderia marcar a primeira vez que a companhia enfrentaria um júri nesse tipo de processo.
Acordo
Os jovens, S.J. de 16 anos de Illinois e K.D.B. de 18 anos do Mississippi, já haviam firmado acordos com Meta, TikTok e YouTube.
Acusações
Os adolescentes alegam que recursos como reprodução automática de vídeos e rolagem infinita foram projetados para incentivar o uso excessivo das plataformas desde a infância.
Segundo as acusações, esse comportamento contribuiu para quadros de depressão, ansiedade e transtornos alimentares.
Reação da Snap
Um porta-voz da Snap afirmou que a empresa desenvolveu mecanismos de proteção, lançou tutoriais de segurança e estabeleceu parcerias com especialistas.
A companhia continua comprometida em fortalecer a segurança, a privacidade e o bem-estar de sua comunidade.
Impacto Legal
O caso foi selecionado como potencial bellwether trial, capaz de influenciar a resolução de outras disputas semelhantes.
O próximo conjunto de julgamentos desse tipo está previsto para começar em março, segundo os advogados dos adolescentes.
Contexto mais amplo
Em março, um júri de Los Angeles considerou Meta e YouTube negligentes e determinou o pagamento de US$ 6 milhões em indenizações a uma jovem.
Em agosto, a Meta firmou acordos que poderiam chegar a US$ 18 bilhões com quase todos os estados e territórios dos Estados Unidos.
Essas ações refletem uma onda de processos movidos por indivíduos, distritos escolares, municípios e entidades governamentais.
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