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Desigualdade no Conhecimento de IA
A inteligência artificial está se tornando a nova fronteira da exclusão digital no Brasil, segundo a terceira edição do Índice Reglab de Confiança e Segurança na Economia Digital, referente ao terceiro trimestre de 2026.
O levantamento revelou que 97,3% das pessoas da classe A conhecem as ferramentas de IA avaliadas, enquanto apenas 85,4% das classes D/E têm esse conhecimento, uma diferença de quase 12 pontos percentuais.
Impacto nas Políticas Públicas
Marina Garrote, diretora de operações e pesquisa do Reglab, afirma que a universalização da internet não resolve as desigualdades digitais por si só; o letramento tecnológico é essencial para evitar que as classes populares fiquem para trás na nova economia.
Comparação com Outras Plataformas
Embora o conhecimento geral sobre plataformas digitais tenha melhorado, a diferença entre as classes A e D/E permanece significativa quando se trata de IA.
- Na IA, 92,7% dos entrevistados da classe A conhecem todas as quatro principais ferramentas avaliadas.
- Na classe D/E, apenas 69,2% conhecem todas elas, deixando quase um terço sem pleno conhecimento.
Confiança nas Redes Sociais
A pesquisa também identificou que 63% dos entrevistados confiam nos serviços oferecidos pelas redes sociais, mas apenas 55% confiam nos conteúdos e nas informações encontradas nesses ambientes.
Essa distância permanece constante desde a primeira edição do índice, indicando que a confiança na plataforma não garante a qualidade da informação.
Estabilidade da Percepção Digital
Entre os que demonstravam menor confiança nas plataformas digitais no trimestre anterior, 77% mantiveram a mesma posição, enquanto 70% dos que tinham maior confiança continuaram positivos.
Pedro Henrique Ramos explica que a confiança no ambiente digital parece ser uma característica estável de cada pessoa, pouco influenciada por campanhas ou eventos isolados.
Metodologia da Pesquisa
A terceira edição do Índice Reglab contou com 1.099 adultos conectados à internet, entrevistados entre 2 e 9 de outubro de 2026, por meio de painel nacional conduzido pela Norstat.
O estudo avaliou 26 plataformas em cinco categorias: redes sociais, streaming e entretenimento, economia de plataforma, IA e governo digital, com nível de confiança de 95% e margem de erro geral de três pontos percentuais.
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