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Tudo sobre OpenAI ver mais Os laboratórios chineses DeepSeek e Moonshot AI recorreram a respostas do GPT-6 Astra, modelo avançado da OpenAI, para treinar suas versões mais recentes, segundo reportagem do The Information.A prática, chamada destilação, ajuda a reproduzir capacidades de modelos de inteligência artificial (IA) com menos recursos computacionais. O uso de sistemas proprietários por concorrentes, porém, é alvo de críticas de empresas americanas em meio à disputa tecnológica entre Estados Unidos e China. Modelos chineses recorreram ao GPT-6 AstraSegundo pessoas com conhecimento direto do assunto ouvidas pelo The Information, a Moonshot AI usou respostas do Astra durante o desenvolvimento do Kimi K3.1 Pro, lançado na semana passada.
Já o V4.1-Flash 1017, atualização do modelo V4.1-Flash da DeepSeek lançada em 17 de outubro, também se beneficiou da técnica.A destilação consiste em usar as respostas de um modelo para treinar outro. OpenAI e Anthropic aplicam o método no desenvolvimento de versões menores, mais rápidas e baratas de seus próprios sistemas. A controvérsia surge quando empresas externas tentam reproduzir capacidades de modelos proprietários sem autorização.Para isso, os laboratórios podem tentar extrair etapas do raciocínio interno dos sistemas, informações que os desenvolvedores não disponibilizam deliberadamente.
A coleta de dados úteis para treinamento pode exigir mais de dez vezes o número de solicitações normalmente usado, segundo fontes ouvidas pela publicação, além de múltiplas contas para evitar mecanismos de detecção.A destilação não explica sozinha o avanço dos modelos chineses. Restrições americanas à exportação de chips avançados e limitações de recursos também levaram empresas como a DeepSeek a buscar formas de desenvolver e operar sistemas com menos capacidade computacional.Anthropic reforçou proteções contra a destilaçãoAté recentemente, os modelos Claude, da Anthropic, eram os principais alvos desse tipo de atividade entre laboratórios chineses, segundo o The Information. A publicação atribui a mudança em direção ao Astra, em parte, ao reforço das defesas da Anthropic nos últimos meses.
No início de outubro, a empresa informou que novas medidas reduziram entre 90% e 99% os dados coletados em ataques de destilação. As proteções dificultam a extração do raciocínio interno do Claude por redes de intermediários, cujo uso viola as políticas da companhia. Tentativas repetidas também podem resultar em limites de acesso mais rígidos e banimentos.A Anthropic informou em documentos relacionados à sua planejada oferta pública inicial de ações que clientes que violaram seus termos representaram cerca de 5% a 7% da receita nos primeiros nove meses de 2026.
Um operador de redes de intermediários na China estimou que os clientes desse tipo de serviço contribuíram com aproximadamente US$ 10 milhões mensais para a receita da empresa. OpenAI associou campanha a pessoas ligadas à MoonshotNo fim de setembro, a OpenAI afirmou ter identificado e interrompido uma campanha coordenada de destilação iniciada em julho, que associou a indivíduos ligados à Moonshot AI. Segundo a empresa, os envolvidos tentaram extrair o raciocínio protegido de seus modelos por meio de interações que tornavam esse conteúdo acessível.Um porta-voz da OpenAI disse ao The Information que a companhia leva o problema muito a sério e continua aprimorando suas defesas.
A empresa não estimou o impacto da destilação em sua receita.A Moonshot não comentou a reportagem, e a DeepSeek não respondeu ao pedido de posicionamento. As duas empresas não responderam publicamente às alegações citadas na publicação.O The Information também relatou que o presidente-executivo da DeepSeek, Liang Wenfeng, inicialmente resistia a recorrer à destilação no desenvolvimento da geração V4. Segundo duas fontes com conhecimento do processo, ele acabou cedendo à pressão competitiva após o avanço dos modelos GLM, da concorrente chinesa Z.ai, que também teriam sido desenvolvidos com a técnica.
Valdir Antonelli Valdir Antonelli é jornalista com especialização em marketing digital e consumo. Ver todos os artigos →
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