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Resumo da notícia
Uma falha no Telegram para Android permitia que invasores executassem código no celular da vítima após ela atender uma chamada de voz. A vulnerabilidade foi descoberta pela empresa de segurança NebuSec e corrigida na versão 12.10.4 do aplicativo.
Como funcionava a vulnerabilidade
O erro estava no processamento de mensagens usadas para configurar e informar o estado das chamadas. Quando uma delas não continha todos os campos esperados, o código acessava indevidamente uma área da memória do aparelho.
A NebuSec demonstrou a execução de código em uma chamada privada atendida em um celular com processador ARM64. No vídeo divulgado, o Telegram fecha, a tela inicial aparece e exibe a mensagem “HACKED BY NEBUSEC”.
Características e limitações
- O ataque exigia apenas uma conta comum no Telegram.
- Confirmado em chamadas privadas em aparelhos com processadores ARM64.
- Sem evidências de impacto direto nos aplicativos para iOS, computador ou chamadas em grupo.
Como verificar a atualização
Para conferir a versão instalada, abra as configurações do Telegram e consulte o número exibido na parte inferior da página. A versão 12.10.4 corrige a falha.
Embora os aplicativos compartilhem uma biblioteca utilizada nas chamadas de voz e vídeo, a correção já havia sido incorporada aos códigos das versões para iPhone e computador antes de chegar ao Android.
Em 29 de outubro, a vulnerabilidade ainda não tinha um identificador CVE. O The Hacker News questionou o Telegram e a NebuSec sobre o uso da vulnerabilidade em ataques reais e sobre o alcance do código executado no aparelho.
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